...Aleatoriamente...

PRESENTE DE NATAL III

Voltando ao passeio fui em direção ao castelo onde pode-se ver a avenida e o bonde até certo horário quando são fechadas as portas do castelo. Está na hora do show! A Iluminação brilha sob o castelo com imagens e os fogos de artificio que avisam o espetáculo. É hora da parada da disney, ao fundo os carros se preparam para passar pela avenida, é um carnaval! Vários carros "alegóricos" e os personagens da Disney vem para a avenida. Peter Pan e as várias fadas  Sininhos que pra mim pareciam todas gêmeas entre os vários personagens da disney que desfilam em seus carros alegóricos. O capitão gancho e o crocodilo com seu relógio na barriga, Pateta, Pato Donald e as princesas. No último carro se encontra o Mickey Mouse Mago em cima da montanha com sua varinha de condão que até apontou pra mim. Além da equipe de funcionários da disney que se encontra próximos ao lago do castelo. A parada segue adiante pela rua enquanto as pessoas tiram suas fotos. Logo após o desfile inicia-se o acender da árvore de natal da disney. O pinheiro fica perto do coreto voltando pela rua e ao estourarem os fogos as enorme bolas de natal de acendem, além de toda a decoração da rua. Depois de algum tempo descubram quem começa a falar? As bolas de natal, isto mesmo! Depois de iluminadas as bolas de natal começam a desejar o nosso feliz natal, a surpresa é que cada bola tem a voz de um personagem, Pateta, Margarida, Pato Donald, Minnie e o Mickey Mouse falam através das bolas e cada uma delas se ilumina no momento que fala. É um belo pinheiro com as bolas e os presentes espalhados. Eu pude assitir a iluminação da árvore debaixo do belo coreto também decorado e após essa apresentação fui passear mais um pouco pelo parque. As filas dos brinquedos são bem grandes por isso acho que um dia só não é suficiente para aproveitar todas as atrações. Além dos brinquedos, tem o salão de jogos eletrônicos e o palco de shows, sem contar que além do parque existe tambem os Estúdios que eu não visitei. Mas uma coisa eu garanto, para as crianças não falta diversão.

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SÃO COISAS DA VIDA XI

Bom. Eu moro em Suzano mas tenho um carinho todo especial pela cidade de Mogi das Cruzes. Meus últimos anos (deste momento que escrevo) eu passei muito tempo por lá, até mesmo por trabalhar na cidade acabei me afeiçoando ainda mais por ela, suas festas, shows e comemorações sempre fazendo parte "da minha agenda" e olha que eu tinha até em mente morar por lá, quando digo tinha em mente quer dizer ainda tenho pois ninguém sabe o dia de amanhã... a única coisa que me impede mesmo é a situação financeira, voltando aos shows e festas, fui em muitos, vou em muitos, o engraçado é que eu não costumava ir tanto com os amigos, na minha fase mais sozinho que eu aprendi a gostar de ir, aprendi a gostar de sair, mesmo sem companhia (o que chega em um certo momento que não faz mais diferença), você se acostuma e vai pra se divertir ao seu modo.

Obs.: Mogi comemora hoje 455 anos.  Parabéns!

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PELO CÉU E PELO CHÃO II

Nestas viagens junto com minha irmã nos costumava-mos descer primeiro em Sergipe, Pão de Açúcar pra ser mais exato. Em Pão de Açúcar também tem uma estátua do Cristo para visitação na beira do rio São Francisco que se estende cortando Sergipe. Banho de rio, tem coisa melhor? Além daquela água doce...
A diversão lá é o banho de rio além dos passeios de barco pra ir do outro lado na casa do meu avô onde eles param no meio do rio pra gente se banhar nos montes de areia. Depois seguimos para Aracajú.
Pré-Caju, alguém ai sabe o que é? Imagine aquela multidão de pessoas atrás do trio elétrico. Pois é, o carnaval começa cedo no nordeste. Aqui em Aracajú o trio percorre a avenida a noite e o povo segue atrás se divertindo, logo atrás do trio vem o cordão onde estão as pessoas que pagaram o abadá que é como se fosse uma roupa especifica para os foliões, tipo um uniforme pra festa, assim dizendo. Eles são os "vips" e os outros podem seguir mas vão fora do cordão até quando alguém te puxa pra dentro. E muita gente e muita agarração também! Um beija-beija danado. Depois de festar a noite inteira ainda tem as praias de Aracajú de dia. Nós costumamos ficar alguns dias lá e os outros em MaceióComo estou junto com minha irmã não saio sozinho para conhecer muita coisa, costumamos ir junto com a família que nos leva aos locais. Chegando em Maceió vamos casa dos familiares e pra praia novamente! E é este o itinerário até a hora de voltar para casa aqui em São Paulo mas se você não conhece as praias do nordeste, precisa conhecer.

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TRILHA NA MOCHILA IX

Voltando ao senhor dos pássaros, os turistas que viam paravam para tirar algumas fotos, as vezes não dava nem pra ver o rosto do senhor direito de tanto pássaro, me lembro que eu estava comendo um doce no jardim de Luxemburgo em frente a fonte que é de frente para o castelo e eles começaram a se aproximar, os pardais. Logo eles estavam pousando em meus dedos e bicando os pedaços de doce que eu estava comendo. Os outros pássaros pegavam apenas do chão, mas os pardais, Ah... esses faziam a festa em volta da minha mão, lembro-me que um turista japonês tirou uma foto onde eu estava de pé rodeado de pássaros alimentando-os mas eu nem fui até lá ver a foto. O castelo de Luxemburgo também é outro monumento lindo, porém, tem os  dias certos de visita somente para o público ou você precisa ser convidado pelas autoridades ali presentes. O jardim tem livre acesso. No jardim do castelo de Luxemburgo também tem um museu que estava com uma exposição Renascentista e suas belas pinturas. Além do museu o jardim também tem espaço para jogos, treinos e brinquedos para crianças.
As pequenas praças em Paris todas tem brinquedos e espaço para prática de esportes e algumas delas (a maioria) possuem até o wifi gratuito.
Uma das coisas que eu achei interessante foram as quadras de esporte que se encontram embaixo dos viadutos da passagem dos metros, o espaço foi muito bem utilizado além de que tanto as praças como as quadras são muito bem conservadas por lá..

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SÃO COISAS DA VIDA X

Nós tinhamos um amigo que tinha um barzinho na porta de casa onde nós nos juntavamos, bebiamos e depois de um tempo pagavamos, ou seja, saíamos de lá bêbados e pagavamos tudo depois. Num belo final de semana fomos pra lá logo cedo, liguei para os "camaradas" peguei a "bike" e subi pra lá. Ao chegar lá começamos a beber naquele belo dia de Sol e quando fomos ver já era noite. Enquanto você esta sentado bebendo tudo bem mas depois que você levanta... ai já viu, o álcool sobe todo pra cabeça. Lembro-me que tentei montar na bicicleta mas não tinha jeito, estava muito bêbado mas só depois é que veio o problema, a bicicleta? Onde eu havia deixado a bicicleta? Depois desta hora que eu tentei montar na bicicleta já não me lembrava mais onde fui deixar ela. Na verdade eu fui dormir e no outro dia é que acordei desesperado porque não sabia onde estava a bicicleta. Logo cedo fui na casa deste meu amigo do bar mas ao chegar lá "você saiu daqui com ela Jason! E ainda saiu pedalando nela!". Nos rimos mas eu realmente não sabia onde tinha deixado a bicicleta. Porque toda esta preocupação? A bicicleta era da minha irmã, não era minha e eu tomaria um xingo feio por ter perdido a bicicleta, ainda mais bêbado. Passei o dia inteiro procurando a bicicleta e quando já não tinha mas esperanças de encontra-la fui para a casa de um vizinho meu que eu costumava sempre ficar lá e quem eu encontro assim que eu passo o portão? A bicicleta. Falei pro dono da casa que não me lembrava onde tinha deixado ela e procurei por ela o dia inteiro. E lá estava ela.

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PELO CÉU E PELO CHÃO I

Nossas viagens para o nordeste. Ah... Éramos bem pequenos,  eu e minha irmã mas pelo menos de dois em dois anos viajávamos para o nordeste, Maceió e Sergipe. Íamos visitar nossos familiares, e é claro que as belas praias de lá. Naquela época viajávamos de ônibus. Três  dias e três noites em um ônibus. Imaginem só. As passagens de avião era muito caras, bem pouco acessíveis  pra nossa família naquela época.  Os tempos vão mudando e hoje se tornou tão mais simples ir de avião, a gente chega no mesmo dia e já aproveita se quiser. Bom... os ônibus, saiam da Rodoviária do Tiete já cheios ou com poltronas reservadas para passagens compradas em outros estados. A euforia já começava na espera para guardar as malas e entrar no ônibus, aquele monte de gente com suas malas enormes não viam a hora de guardar as malas e seguir viajem. Uma longa viajem.
Ao entrar no ônibus cada um encontrava sua poltrona e o alvoroço ia diminuído até a saída da rodoviária. Inicio de viajem e o povo vai se conhecendo até que todo mundo no ônibus já está conversando. Três dias e três noites é tempo suficiente para se conhecer os passageiros, ainda mais com as paradas. As paradas ou rodoviárias, era m a parte que eu mais gostava. Nas paradas nos temos 5 a 15 minutos (dependendo da parada) para um lanche, ir ao banheiro, comprar alguma lembrança ou fazer o que você quiser/tiver pra fazer. Após este tempo todo mundo volta pro ônibus e seguimos viajem. Além de conhecer o pessoal também tinha a famosa farofa que comia-mos dentro do ônibus e você oferece pros passageiros que acaba de conhecer. A farofa acho que todo mundo conhece.
As noites no ônibus não são tão aconchegantes na hora de dormir mas quando se está com sono você acostuma nem que seja a cochilar na poltrona. Apesar de tudo eu sempre gostei dessas viagens de ônibus por causa das paisagens e da estrada que são totalmente contrário do avião.
Já depois de adultos fui também com minha irmã passar uns dias por lá mas já de avião...

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TRILHA NA MOCHILA VIII

Músicas. Outra que me lembra um local.
Eu estava aguardando o ônibus na rodoviária de Ouro Branco para ir para Congonhas ver as famosas obras de Aleijadinho (Pois é, lá também tem Congonhas e não é aeroporto) quando de repente "...eu já te escrevi mil cartas... ...penso tanto em você..." Esta música tocou na rádio local e ficou gravada bem naquele momento. Eu estava cantando a música quando reparei que um senhor que também estava esperando algum ônibus estava gostando. Bom, eu estava com fones de ouvido ouvindo rádio no celular e cantando então quem quisesse escutar... A rodoviária ficava em um terreno mais baixo da cidade e ainda deu tempo de dar uma volta por lá antes do ônibus chegar. Do terreno da rodoviária onde os ônibus param você pode ver os terrenos mais baixos, é uma área com bem poucas residências, mais terrenos mesmo, acho que por isto a música ficou gravada, é um terreno livre onde você vê o céu sossegadamente sem prédios e de uma calmaria, a agitação mesmo só quando os ônibus chegam. Bom,  saindo da rodoviária existe um terreno ainda mais baixo onde descendo este terreno tem um lago, é um tipo de parque onde as pessoas pescam e até fazem seus churrascos em uma área coberta própria para isto. Acredito que ali seja também um setor de tratamento e criação de animais como porcos, cavalos e gado mas não me lembro de ter visto nenhum por lá, acho que só em épocas de festas mesmo. Andando mais um pouco existe um túnel de folhagens tipo samambaias (não sei que plantas eram aquelas), passando por dentro do túnel existe um grande terreno e lá são feitas as festas da cidade,  o terreno é grande, com portaria e até arquibancada acredito que vip. Dei uma olhada e voltei a rodoviária para pegar o ônibus.
Chegando em Congonhas pude ver as esculturas. Subindo pelo caminho da Igreja existem várias pequenas capelas e em cada uma tem uma da cenas do caminho de Cristo. As imagens são muito bem feitas e seguem na ordem do caminho. Já na igreja, no topo da subida, estão os doze Apóstolos prostrados cada um em uma parte da pequena escadaria onde podemos ver as estátuas de perto com toda sua perfeição.
A música? Ah... Gravou o trajeto, sempre que ouço me lembro daquele terreno, calmo com um céu que estava lindo naquele dia além das obras de Aleijadinho que são de um capricho só.

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SÃO COISAS DA VIDA IX

Noite de festa, fomos pra Poá, cidade vizinha num barzinho Rock and Roll (não me lembro ao certo se fomos para o Zapata Moto Clube em Ferraz ou para um barzinho em Poa) só que neste dia eu estava sem a chave, ai já viu, na verdade esqueci... A noite está só começando. Bom, agente curtiu um som a noite inteira, bebemos e ai na hora de ir embora quem também está meio bêbado? O motorista. Pois é e adivinha pra quem sobrou? Pra mim, o "menos" bêbado. Pelo menos era o que parecia. Lembro-me que nós estávamos indo por um caminho de rua de barro beirando um córrego e nesse momento pediram pra mim pegar o carro porque eu estava melhorzinho. Depois de dois minutos de volante o carro quase vai parar no córrego. Pois é, eu estava melhorzinho, só não sei aonde! Nós rimos muito e o dono do carro voltou para o volante e devagar nos chegamos em casa. Opa, eu disse em casa? Na hora de sair do carro deixei minha chave em cima do painel e fui embora pro portão de casa, quando cheguei la procurei, procurei, procurei e nada de chave. Ai que vem o engraçado, sai de lá e fui na casa de um dos amigos que estava junto comigo e eles não estavam lá, tinham ido guardar o carro em outro lugar, eu bêbado do jeito que eu estava pulei o portão pelas lanças da casa de um deles e bati na porta mas ninguém atendeu, eu consegui pular novamente pra sair sem se machucar (claro que a gente só vê isto no outro dia) e fui bater no portão de outro vizinho onde eu toquei a campainha e não precisei nem falar pela hora que era, "vai pro sofá", deitei e não vi mais nada. No outro dia, logo cedo me passa uma outra vizinha pela sala e pergunta "quem é aquele ali?" e a dona da casa responde "é o Jason, que errou o caminho de casa ontem!" o pior é que essa casa é umas 7, 8 casas antes da minha. Depois o dono da casa me perguntou "O Jason, você teve coragem de tocar a campainha aqui em casa e não teve coragem de chamar na sua?" depois disso foi só risada e eu fui buscar minha chave que tinha ficado no carro. Bom na minha casa? Já da pra imaginar né?

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ERA TUDO BRINCADEIRA!

Carrinho de rolimã! Primeiro a gente precisa de uma ladeira claro, é lá tinha, me lembro que morava lá pra cima,perto do Lar das Flores, pra ser bem exato, (nem sei mais se ainda vem escrito este destino no ônibus). Bom... tinha os vizinhos da rua de cima, todos meninos, o da esquina de baixo e os vizinhos do lado, um casal. A vizinha?... Era linda, minha paixão de criança-pré-adolescente. Se é que existe paixão nesta idade... Alguns anos mais tarde ela namoraria com um outro vizinho meu já de de outro lugar. Engraçado como as coisas são né? Mas essas história de paixonites fica pra uma outra história. Lembro-me também do condomínio em construção onde meu pai levava eu e minha irmã para andarmos de bicicleta no começo da ladeira, mas, voltando ao carrinho de rolimã, íamos até lá em cima no morro e sentava-mos um ou as vezes até dois e vrum... descíamos ladeira abaixo. Ah era aquele vento no rosto e a derrapada sempre na esquina de baixo da rua de casa. Engraçado que nessa época a gente nem se importa com os cruzamentos. Bom, quem nunca teve um carinho de rolimã na infância pelo menos conhece. As brincadeiras era muitas e em vários lugares. Eh... elas crescem com a gente (pelo menos cresciam na minha e na época de alguns, hoje em dia as estas crianças estão tão "evoluídas"). Mãe da Rua, Pits ou Dins, Esconde-esconde, dentre outras e tinha  as que eu mais gostava, Taco e Pega-pega. Bom,  Pega-pega tinha de tudo quanto era jeito, Duro ou mole, Pé na lata,  Polícia/Ladrão. Ah... pega-pega Polícia/Ladrão era demais... ainda mais quando não se tinha um limite estipulado, aí você fugia até pro outro lado da cidade (se você  quisesse, lógico) ou até pra outra cidade(se você consegui-se). Era sempre parceirado num grupinho de cinco ou mais, lembro- me que uma vez eu e um amigo/parceiro corremos até o prédio da Design Vídeo (uma vídeo locadora que eu nem sei se existe ainda mas provavelmente pelo porte ainda esteja lá) até nos cansarmos e decidir voltarmos junto com os parceiros policiais. Bom isso pra essa brincadeira era uma distância até que razoável mas sabe como são as mães né, "Menino não vai pra longe!" Bom quando nós voltamos as outras crianças que estavam brincando já estavam sentadas esperando fazia tempo querendo saber onde a gente tinha se enfiado e ai a gente explicava onde estavamos e todo mundo caia na risada.

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SÃO COISAS DA VIDA VIII

Universidade. Pois é, eu estava fazendo uma universidade. Fazendo Faculdade ou facú vai, como a gente diz. Faculdade de Design Gráfico na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Bem... eu sempre gostei deste tipo de coisa, mexer com criação, ver, imaginar além de Psicologia que era um curso bem mais caro e na época quem pagaria seria meu pai ai optei pelo mais barato.
Dois anos de curso, a "galera" era legal e tinha até uma ex vizinha minha que havia estudado com a minha irmã. Lembro-me que a "facú" era aquela correria com os trabalhos de final de semestre, nós não faziamos provas e sim trabalhos e apresentações o que era bem mais interessante (pelo menos pra mim). Nesta época eu pegava ônibus para ir para a faculdade que era na cidade vizinha e foi quando algumas mudanças começaram a ocorrer em minha vida, cerca de 2005. O horário do ônibus. Era a pior coisa pra mim naquela época, a hora de pegar o ônibus. Porém não vou me apronfundar nesta história por enquanto, será paralela com o tempo certo. Fazendo faculdade a gente conhece muita gente de outros cursos e eu acabei conhecendo um pessoal da Publicidade onde faziamos parte de uma agência experimental do mesmo e eu era o único Designer Gráfico entre eles.
No meu lado pessoal começava a ocorrer mudanças no meu humor que antes nunca havia acontecido. Eu sempre fora "desencanado" e de bem com a vida e os amigos mas como disse isto fica pra depois.
Já na Agência ocorrerá um fato que guardo na memória (além das pessoas é claro) com uma das meninas que participava conosco. Bem, era uma das meninas que eu mais tinha afinidade talves até por nós conversar-mos muito chegando sempre no mesmo horário até certo dia, onde na hora de irmos para as salas nos demos um abraço feito despedida mesmo sem sabermos o que aconteceria ela não iria para sala, foi embora. No outro dia me liga uma amiga que também fazia parte de lá dizendo que nossa amiga tinha morrido, no momento achei engraçado e não levei a sério mesmo ela insistindo mas depois de um tempo após o término da ligação percebi que esta amiga nunca tinha me ligado antes e me ligar pra falar uma notícia desta não seria brincadeira. Bem, ela caiu de bicicleta, bateu a cabeça mas só depois de algum tempo se manifestou o ocorrido, algo interno na cabeça. Ela ainda foi para casa tomou seu banho normalmente e só depois sentiu algumas dores. O abraço foi realmente de despedida como eu tinha sentido algo estranho e como de costume eu não fui no velório, não gosto do "ar do local" e ainda prefiro lembrar das pessoas vivas. É uma escolha minha claro.
Mas voltando a faculdade lembro-me que também estava em uma má fase com a namorada (que também estudava lá), nesta época eu namorava já a cerca de dois anos e nós estavamos terminando exatamente naquela época. A faculdade continuou, eu terminei meu curso porém as grandes mudanças na minha vida estavam só em andamento.

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TRILHA NA MOCHILA VII

O clássico, o contemporâneo e o moderno. La Defense. Uma cidade dentro de uma outra cidade. Foi a sensação que eu tive. Totalmente fora dos padrões clássicos de Paris. Um show de arquitetura.
La Defense como nos parques de Paris é também sinalizada por mapas. O lugar é construindo um piso acima onde as escadas nos cantos esquerdos e direitos nos levam para as regiões mais abaixo por onde passa todo o tráfego dos veículos. O tráfego de veículos ali é somente por baixo, as vias cortam feito veias internas o lugar. O local é dividido em quatro áreas, as Esplanadas Norte e Sul e aos Arcos Norte e Sul que são sinalizado por cores nos mapas onde Esplanada e Arco Norte são ao lado direito e Esplanadas e Arco Sul ao esquerdo entrando primeiro pelas Esplanadas que vem do centro de Paris.
Ah... Ao andar pela calçada principal pode-se ver todos aqueles prédios com suas formas e formatos diferentes que realmente chamam muito a atenção. Nesta área inicial estão os prédios, o local é um grande centro de negócios e empresas além de um belo ponto turístico que se segue dali para frente com chafaris, shoppings, galerias e até uma Faculdade.
A arquitetura é fascinante, desde o prédio da CNIT que se parece com uma concha gigantesca ao Grande Arco, um arco mais moderno na forma de um  cubo com pequenas aberturas onde dentro pode-se ver as pessoas trafegando. Ele fica de frente para o Arco do Triunfo a uma longa distância, o velho e o novo, o passado e o futuro além do presente em um mesmo lugar.

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SÃO COISAS DA VIDA VII

Bem, eu tinha cerca de 9, 10 ou 11 anos... é,  um bom tempo. Aquelas escadas ainda estão na lembrança (fracamente mas ainda estão)... a porta de entrada, a avenida em frente a casa trazem-me até a lembrança do pequeno Basset-Round, cachorrinho que nós tínhamos naquela época e que em uma de suas corridas pelo vão do portão nos deixou para "não voltar mais". Foi atropelado na avenida. Bom... ele era bem parecido com aquele do comercial da "turbogás cofap" (alguém ai sabe do que eu estou falando?), aquele cachorro pequenino que parece uma salsicha. Pois é! Nós tínhamos um daquele. Danclê, era o nome dele (não faço a menor idéia de como se escreve mas a pronúncia sei que está correta), era preto com algumas manchas brancas na barriga e no focinho (se me lembro bem) e era o xodó da família. Depois de um tempo (ou eram juntos mesmo porque eu já não me lembro mais ao certo) arrumamos um gato preto e branco também chamado Inhonque (era cada nome estranho que sabe-se lá de onde vem). Ele foi dado pra gente por uma senhora japonesa que morava perto da escola onde eu estudava no "prézinho". Ela era dona da fêmea, a mãe dele e o mais engraçado era que a fêmea era enorme e quando digo enorme é no sentido de grande mesmo. Ela era uma gata muito esguia e grande e eu adorava pegar ela no colo sabendo que ela escorregava todinha.
Bem... a casa. Era um sobrado e lá estava o portão de frente pra avenida, a porta no canto esquerdo onde entrando logo se via a escada com seus primeiros degraus a nossa frente e a continuação que subia virando para o lado direito. Lá em cima, do lado esquerdo no término da escada era nosso quarto, o quarto das crianças (meu e de minha irmã, nunca comentei mas tenho uma irmã mais nova), já do lado direito era o banheiro e o quarto de meu pai e minha mãe. Voltando por onde começamos tínhamos a sala com uma entrada no lado direito encostada na parede que ia para a cozinha e banheiro (isto, se me lembro corretamente) essa passagem era um corredor onde o banheiro ficava ao lado esquerdo e seguindo em frente chegávamos a cozinha. Da cozinha em diante já não me lembro como era o quintal mas acredito que tinha uma área de terra com árvore e plantas.
Certa noite minha irmã já tinha ido dormir e eu fui para o quarto dos meus pais, eu tinha esse costume de deitar no meio dos dois quando estava sem sono com meu "xero", sabe aquele paninho que toda criança tem e não larga por nada, uma velha frauda, igual o Lino do desenho do Charlie Brown e o Snoop, eu também tinha o meu paninho azul claro que tinha briga até pra lavar, mas voltando para a cama foi deitado lá que aconteceu este fato muito estranho. Estávamos conversando sabe-se lá sobre o quê e de repente o globo que cobria a lâmpada se soltou e caiu vindo rodando bem na minha direção, eu estava no outro canto da cama nesta hora e meu pai me puxou pelo braço e o globo não acertou minha cabeça por pouco. Nos assustamos com o que havia acontecido, depois de um tempo quando estavam todos calmos fizemos nossa oração para irmos dormir. Se me lembro bem, está não foi a única coisa estranha, o unico episódio estranho que me aconteceu naquela casa.

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TRILHA NA MOCHILA VI

Os passarinhos! Ah, os passarinhos no Jardim de Tuileries. Bom eu costumava lanchar sempre por ali quando estava próximo da 14:00 hrs ou 15:00 hrs. O jardim tem uma passagem central por onde passam todos os turistas, (eu disse todos os turistas! Afinal de contas você ir a Paris e não conhecer o Louvre...) já nas extremidades existem os outros caminhos mais calmos. E é lá, em uma parte do jardim (quase no meio) bem próxima a uma barraca de alimentação e um pequeno lago que eu costumava me sentar. Bom, e foi lá sentado neste banco que eu reparei em um senhor sentado de frente pro lago e bem de frente pra mim do outro lado, o lago fica cheio de patos, o senhor? Ah esse estava cheio de pássaros! Na cabeça, voando. Voavam em volta, nas mãos e pelo chão. Pois é! Lá os passarinhos costumam pegar a comida na nossa mão. Bom, pelo menos os pardais, são bem mais "sem vergonha" e voam bem pertinho da gente tentando pegar o alimento nas nossas mãos. Lá é uma área cheia de pássaros, pardais, pombos, patos e até os corvos. Eu nunca tinha visto um corvo antes ("de verdade" claro). Eles são grandes, tem cerca de 25 cm. Bom, esses já são bem mais desconfiados! Você joga a comida e eles vem devagar até uma certa distância. Bom... o senhor estava lá, sentado com seu saco de farelo de pão (provavelmente farelo de baguette) em uma mão e arremessava os farelos para os passarinhos.
Mas voltando ao jardim de Tuileries, o jardim tem um parque para crianças (playground) que são levadas lá pelos professores e alguns espaços vagos como campos onde elas podem praticar exercícios e fazerem suas brincadeiras.
Bem... Agora deixa eu me situar aqui pra descrever o local. O portão do Louvre. Passando pelo portão principal primeiramente temos um saguão enorme com uma fonte ao meio cercada pelo grandioso prédio em um formato parecido com o de uma letra H, feito uma muralha que alcança até o sub-solo. Seguindo em frente passamos entre o pequeno arco e estamos de frente para o Museu do Louvre, a pirâmide de vidro e suas fontes.
São quatro portões de entrada, sendo dois para automóveis com suas duas vias, eles passam por uma rotatória chamada de Carrocel ao meio e saem de frente para o Siena ou para o Hotel do Louvre. De um lado se encontra o Louvre e do outro o Jardim.  Do lado do jardim existe um dos arcos da cidade, eu pude ver vários destes (5 ou 6) espalhados pela cidade, além do Arco do Triunfo.
As entradas de visitantes. A entrada principal da de frente para a fonte e a piramide de vidro do Louvre onde os turistas tiram suas fotos. A fila para visita do Louvre não é pequena porém rápida. Mais a frente temos o jardim. O jardim faz parte do museu do Louvre onde passamos pelo arco e descemos uma pequena escadaria que fica cheia de vendedores de miniaturas da torre Eiffel, seguindo mais a frente podemos avistar a fonte onde um senhor vende seus pequenos barcos a vela que ficam expostos  ali mesmo na fonte a navegarem juntos da escultura da bola de metal no centro. Logo chegamos aonde se encontra o outro portão de visitantes. A  roda gigante que fica de fora deste portão da aquela bela visão que nos costumamos ver em fotografias da paisagem além de também poder se ver a Torre Eiffel mais ao longe. Existem várias estátuas no jardim além de mais dois museus do lado esquerdo e direito nas extremidades acima do portão. Eh... eu passei muitas vezes por este caminho quando voltava de outras visitas pela cidade. E pra acabar dando um pouco de fome, assim que você sai do portão da roda gigante tem uma barraquinha de crepe. Uma delicia!  O crepe foi uma daquelas coisas que certo dia me bateu uma vontade. Sabe aquela vontade de alguma coisa que você não se lembra o nome? Pois é. Um belo dia já aqui no Brasil me deu essa vontade e o nome era crepe (de Limão pra ser mais exato) que comi no jardim da torre Eiffel em uma barraquinha de um senhor muito simpático (digo senhor, mas na verdade era um rapaz). Bom a única coisa e nome que me vinha na cabeça era tapioca por causa do formato da massa até eu conseguir me lembrar do nome.

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SÃO COISAS DA VIDA VI

Tem uma coisa muito engraçada nessa história de escola, depois de um bom tempo eu trabalhei em algumas escolas e eis que um belo dia me veio na memória estas lembranças de quando eu estudava. Não eram muito bons exemplos mas a gente cresce e os modos também. Ah... ai você lembra do que você fazia na escola no lugar daquelas crianças e adolescentes e agora é você quem cuida para que elas não façam nenhuma "bagunça" ou a mesma coisa. Pois é, e é super estranho, mas agora essas são suas responsabilidades. Claro que a gente da um jeitinho pra não tirar a graça de tudo até porque são crianças e são na maioria das vezes sempre divertidas com toda aquela "bateria que não descarrega nunca" enquanto nos ainda usamos as antigas "pilhas comuns". A comparação foi até meio engraçada porque nós também já fomos daquele jeito. Bem... Se tem uma coisa que eu gostava neste trabalho era o contato com eles, era essa energia que parece que não vai acabar nunca onde a gente também fica "carregado" (pelos menos comigo era assim), esta energia que transborda delas é uma energia vital pra nós que já não temos mais aquela mesma idade, correr nunca cansa, pular nunca cansa, as brincadeira nunca cansam e olha que sinceramente eu não sei de onde sai tanta energia coisa que na maioria das vezes é somente uma energia boa e super positiva, descanso mesmo, só na hora de dormir, mas como eu ia dizendo, fazer com que as crianças e adolescentes não baguncem é estranho mas compensador pois elas vão aprendendo com você a se comportarem (na medida do possível) o que é muito difícil quando se juntam muitas, porém, eu gostava muito do que fazia até por fazer parte do crescimento delas e saber que estas atitudes irão fazer parte da vida delas por muito tempo, elas aprendem com um pouco de cada um de nós alguns valores pra vida inteira.

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TRILHA NA MOCHILA V

Bom, lá estava ele! Bem no topo do monumento. Tiradentes! Bem ali mesmo no centro da cidade. Joaquim José da Silva Xavier.
Ouro Preto é  uma cidade pequena (pelo menos eu achei), mas isso não tira todo seu charme e beleza com aqueles casarões antigos cheios de portas e janelas de época. Bem... dessa época pra cá minha cabeça mudou muito, minha forma de pensar e isto a gente só percebe algumas vezes com a ajuda dos outros, coisas que você fez ou disse que já não tem nada haver com você, coisas especificas daquele momento e de descobertas interiores.
O monumento no centro da cidade. Todo o turismo passa por ali e é lá que a gente encontra os guias turísticos também, me lembro bem deles, eram vários. Bom, deixa eu me situar aqui. Eu vinha da pousada e lá no centro estava o monumento onde eu costumava me sentar durante as manhãs, esse era um dos locais, eu costumava me sentar também no muro ao lado da igreja aos fins de tarde e no muro da igreja de frente pra pousada a noite. Voltando ao centro (ali mesmo no monumento), a minha esquerda estavam os taxistas naquela movimentação que não parava um instante, na verdade a movimentação de veículos ali não para um minuto sequer! Pode-se contornar o monumento fazendo o retorno, então já viu né! Qualquer coisa era só fazer a volta. Bom, ao meu lado esquerdo se encontrava o prédio da Prefeitura,  quando eu digo prédio me refiro aos casarões, porque lá, naquela parte da cidade por ser uma cidade histórica não tem prédios. Já ao direito o restaurante onde eu almoçava todos os dias chamado Maria Bonita, além das lojas. A comida era deliciosa além de ser self-service é claro! E a minha frente o museu. Costumava me sentar no monumento bem de frente para o museu que tem um belo relógio no topo e de lá eu via todo o fluxo que passava pela cidade. Além de ficar por ali cantando. É, ficava por ali cantando e vendo a movimentação. Passarinho canta em qualquer lugar mesmo.  Claro que isto era só quando eu não ia visitar algum lugar, dias em que não tinha nenhum roteiro programado mas o meu fim de tarde, ah... era sempre no muro da igreja onde até conheci um "vendedor de artesanato viajante" com sua viola que ficou "algumas músicas" comigo e depois seguiu com destino a Lavras Novas (se me lembro bem o local, não tenho certeza se ele iria pra Lavras Novas) que eu também tive o prazer de conhecer. Nessa época eu não podia parar em lugar nenhum que já estava cantando e nesses três lugares era sempre certeza, onde o por do Sol me fazia compahia.

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AQUELE LUGAR ALI COM TANTAS LEMBRANÇAS.

Sabe aquele lugar onde se junta toda a galera? Isso. Aquele onde a gente faz a festa? Pois é, nós tínhamos um que a gente chamava de A Pedra, era o ponto de encontro da galera aqui na vila, todo mundo se juntava na pedra e ficávamos "rolando ideia até umas hora", conversavamos, bebiamos, faziamos fogueira e até brincávamos ali perto da pedra. O que era? Era uma pedra realmente, a quina da calcada mas está não estava afundada na guia, ou seja, eram duas pedras altas e pesadas que serviam de banco pra gente se sentar. A pedra era do lado do portão de um vizinho nosso que também sempre estava lá conosco e rolava de tudo lá, já teve namoro, briga, assalto dentre outros "babados"... acabou ficando com este nome e me lembro que uma vez alguém comentou que queria saber onde era essa tal pedra que a gente tanto falava e que quando conheceu viu que era uma pedra mesmo simples do jeito que ela era. Já era costume nosso; "Tô lá na pedra!" ou "vou ficar/colar lá na pedra". Mas  o importante e que a maioria da nossa adolescência foi passada lá, tinha muita conversa lá, era de ficar até de madrugada "jogando papo pro ar" e quanto mais gente mais a gente ria e se divertia. Hoje em dia não tem mais nenhuma pedra lá mas se perguntar pra alguma pessoa que frequentou aquele lugar se ela lembra da pedra Ah... ai vai aparecer tanta historia... Tem gente que frequentou, tem gente que conviveu, tem gente que se mudou mas sempre tem alguém ali próximo que lembra e ainda mais lendo essas palavras já da pra lembrar um monte de historias da Pedra.

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SÃO COISAS DA VIDA V

As Festas do Peão de Boiadeiro e as Festas das Nações de Suzano. Ah! Quem não se lembra? Era uma semana ou mais só de festa! E no outro dia, cada coisa que agente ficava sabendo! Como tinha gente bonita, e a caráter então? Aparecia gente de tudo quanto era lugar. Bom tinha barraca de tudo também, bebidas, comidas, brinquedos, roupas, artesanatos... No outro dia era fulano que dormiu embaixo da barraca, outro que brigou, outro que nem assistiu aos shows, e por ai vai. Me lembro de uma das festas do peão onde depois de dar uma volta e "mexer com as meninas" paramos na frente da barraca do vinho, bem pertinho "da fonte". Nesta época eu bebia (muito) então logo no começo das festas e bem antes das aberturas e shows nós já estavamos "alegres". Paramos e ficamos bebendo e conversando com alguns conhecidos por lá.  Bom, ai você vai bebendo, vai bebendo, vai bebendo e de repente, cai no chão. Me desequilibrei e cai para traz, muito bêbado e sem nem ter noção do que tinha acontecido.  Bom, não tinha acontecido nada. Eu cai bêbado mesmo só que fiquei feito uma tartaruga quando vira o casco e não consegue mais voltar ao lado normal, eu não conseguia me equilibrar e levantar. Logo meus amigos perceberam que eu estava ruim e foram me ajudar perguntando o que havia acontecido e constatando que eu estava bêbado mesmo, de não conseguir nem me levantar! Pois é. Depois da maior briga pra se levantar (ser levantado) fui carregado pra casa por meus amigos mas eu nem me lembro de ter sido carregado! Depois que eu fui levantado já não me lembrava era de mais nada. Meus amigos me deixaram em casa com meu pai e minha irmã, disso eu já me lembro, eles me carregaram pelo braço e me levaram para o banheiro onde meu pai ligou o chuveiro e me jogou debaixo para tomar um banho. Bom, eu não aguentava nem ficar de pé e por isto me sentava na tampa da privada bêbado falando aquelas coisas que ninguém intende (nem mesmo outro bêbado) e minha irmã ria de se acabar. Bom no outro dia era só risada mesmo, eles riram muito. E na escola? Ah..."eu vi você sendo carregado pra casa!" E era só risada. Era quando a gente ficava sabendo o que tinha acontecido mesmo e com todo mundo na festa. Agora já faz um bom tempo que nós não temos Festa do Peão em Suzano e a das Nações, agora e em outro local um pouco menor onde também acontece as festas da Cerejeira. Não sei se já comentei mas aqui em Suzano e em Mogi das Cruzes (cidade vizinha) existe uma grande concentração da colônia japonesa e por isto temos algumas festas orientais.


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TRILHA NA MOCHILA IV

Hortênsias,  Hortênsias e muitas Hortênsias! Bom, um  lago lindo onde vários pedalinhos de cisnes e mini-navios passeiam e velejam. O Lago Negro. O parque tem um caminho em volta da lagoa e é rodeado de Hortênsias feito muros, mas isto, já é uma paisagem comum lá no "Sul", os muros de Hortênsias, além das outras flores claro, que enfeitam toda a cidade de Gramado.

Os visitantes passeiam e os residentes fazem seus exercícios de corrida e caminhada pelo caminho em volta do lago e no meio do caminho encontramos vários patos e gansos que já estão acostumados com a comida que os visitantes jogam pra eles e aproveitam para tirar suas fotografias. O lago é muito escuro e por isto seu nome, é impossível ver o fundo. Nas redondezas do lugar encontram-se A Fábrica de Brinquedos com um palco onde acontecem shows com uma decoração de brinquedos feitos em uma fábrica de Natal. Já as casas na redondeza tem aquele padrão de casas de alvenaria parecendo-se com casas de campo até por serem situadas um pouco mais afastadas do centro da cidade, além claro de serem mansões. Esta região também tem muitos hotéis e chalés. Os hotéis e chalés? Ah... são um luxo só e de lá do Lago Negro se tem a visão de um deles bem no topo, além daquelas casinhas engraçadas em formato de triângulo que nós não estamos muito acostumados a ver. Em um ponto do parque existe uma escada onde seguimos em direção a uma pequena gruta com uma imagem de uma santa que não me lembro ao certo qual é agora (uma imagem de Nossa senhora da Aparecida ou de Nossa Senhora Maria mãe de Deus, claro que com algumas velas de seus fiéis. Caminhando pelo caminho do lago alguns bancos são feitos do tronco de árvores bem na beira do lago que é bem fundo, os pedalinhos e navios piratas passeiam o dia inteiro pelo lago e se você quiser dar uma volta...


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SÃO COISAS DA VIDA IV

A escola, as épocas na escola. Essas eram um problema. Bom eu nem sempre gostei de estudar mas um dia a gente pega o gosto e ai já viu. Em uma certa época eu decidi parar de estudar e a briga foi grande na minha casa, minha mãe não aceitava, ela foi professora, ou seja, o filho de uma professora devia dar o exemplo (e digamos que hoje em dia eu também pense assim, não do mesmo jeito mas realmente assim). Agora o problema mesmo foi quando eu resolvi voltar, um ano parado, sem estudar não é muito legal e ouvindo a mesma reclamação dos pais todos os dias então... Quando eu resolvi voltar não havia mais vaga na escola que eu sempre estudei e todos os alunos que saíram da escola  e tiveram rendimento baixo (repetiram de ano) haviam sido transferidos para outras escolas, ou seja, perdemos a vaga. Então se eu quisesse voltar, seria em outra escola e sem direito de escolha. A 8ª série seria feito em uma escola e o 1º, 2º e 3º anos seriam feitos em uma outra. Bem, eu também não aguentava mais ficar em casa e sem estudar... Marcos Figueira, não era tão longe de casa, cerca de uns 8 a 10 minutos. Além do tempo que nós ficávamos no portão esperando a "galera", cumprimentando a galera e mexendo com as meninas, ah... com isso era mais uns 20 a 30 minutos. Acho que nesta época eu tinha quase 18, 19 anos, não me lembro ao certo.
Bom... Foi nessa época que eu comecei a fumar. Como? Eu tinha uma vizinha que estudava lá comigo, na mesma sala e eu guardava o cigarros dela. Pois é... Eu guardava o cigarro pra ela para os pais dela não descobrirem que ela fumava e acabei começando a fumar também. Isso foi por um bom tempo. Terminei o 8º ano lá, conheci muita gente e ai veio a mudança de escola, nesta escola só tinha aulas até o 8º ano. Escola nova, novamente. Eu não fui mandado para a escola que eu estudava no inicio e sim para o Justiniano que nessa época passava por uma fase de mudanças e divisão onde a escola seria dividida em duas e se tornariam duas escolas, que hoje são o Justiniano e o Luiza Hidaka. Agora eu era aluno do Justiniano. 1º, 2º e 3º anos seriam feitos lá. Quer dizer, essa era a idéia mas não foi bem assim. Eu estudei meio ano ou até menos nesta escola. Eu continuava no noturno só que lá eu costumava ficar só até a hora do intervalo e depois ia embora, sempre saia com outras salas que estavam indo embora ou ate mesmo pela secretaria com alguns alunos que também iam embora. Me lembro que eu estudava em uma sala (uma das) bem no final do corredor que era toda pichada. Neste período nós íamos para as salas onde os professores estavam. Isso mesmo! A sala era toda pichada, não eram grafites, eram pichações e pelo menos pra mim não eram nada agradáveis. Bem, em um belo dia em uma das reuniões de pais e mestres uma das professoras chegou a dizer a minha mãe que nunca tinha me visto na sala de aula, e era verdade, eu mesmo só tinha visto ela umas duas vezes. Professora de Matemática, aula que eu "adorava"!
Bom esse foi o momento em que conversei com eles e disse que naquela escola eu não estudaria mais, eu não gostava de lá e meus pais me disseram que eu não ficaria sem estudar novamente. Ah... Momento de brigas novamente. Eles foram procurar vaga para mim na escola que eu sempre gostei e ai veio o problema. Só tinha vaga de manhã, e desta vez eu não ficaria sem estudar de jeito nenhum! Depois de muita reclamação acabei aceitando o que na verdade nem viria a ser um problema, pelo contrário, foram os melhores anos da minha vida em uma escola.

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TRILHA NA MOCHILA III

Parque das andorinhas. A caminhada é  longa! Primeiro a gente sobe um morro que parece que não tem mais fim (um baita exercício pras pernas!) e lá no meio tem um Mirante, bom... esse meio é quase no começo do caminho... É uma ladeira de paralelepípedos (como a maioria do solo de Ouro Preto) que de lá a uma certa altura da pra ver a cidade inteira (apesar d'eu ter conhecido outros pontos mais altos) e todas as igrejas! Eu já disse que tem igreja demais lá? Pois realmente tem, se você quiser você pode se casar várias vezes, cada dia em uma igreja diferente, ou cada semana, ou sei lá, a cada mês... Bom, brincadeiras a parte, as igrejas são realmente lindas e mantém-se conservadas e em revitalização, os interiores de algumas são esculpidos em madeira, outras já banhados a ouro no estilo Barroco e Rococó com toda aquela riqueza de detalhes. Chegando no topo do morro tem uma torneira antiga daquelas que você precisa ficar bombando a maçaneta pra água vir, ela já não funciona mais, acredito que seja até água direto da fonte, mas ainda esta lá e é patrimônio da cidade.  Neste trecho existem dois caminhos, caso você pegue o da direita você pode ver um mosteiro Budista que está abandonado porém ainda preservado (pelo menos estava quando eu fui, não havia ninguém habitando). Lá existem várias tábuas escritas sobre as portas com ensinamentos e poemas budistas, foram escritas manualmente com aquela bela caligrafia que eles utilizam. Seguindo uma trilha terreno abaixo você passa por um pequeno túnel e lá você encontra uma caverna. Bom, um retiro espiritual onde os monges iam praticar seus mantras. A caverna é super escura até mesmo durante o dia e precisa de algum tipo de iluminação caso você queira entrar lá (além de um pouquinho de coragem também). Bom, dentro da caverna?
... ... ...
Seguindo mais adiante, ao lado da caverna, existe um altar com uma estátua de Sidarta muito bonita, ela é feita em um tipo de mármore negro brilhante. Este lugar é mais abaixo no terreno então de cima também da para ver a estátua que tem cerca de 2 metros e o seu santuário alcança os dois ambientes. No caminho eu passei por um espiral de pedras onde dois pés ou duas mãos (acho que eram dois pés) de mármore se encontra ao meio além de outros objetos, o espiral é realmente lindo produzido somente com pedras sob um solo de areia.
Voltando a subida do morro e pegando o caminho esquerdo a gente anda por uma paisagem que me lembrou muito viagens para o nordeste. Estrada de terra como a gente fala lá, chão de barro e só a vegetação ao nosso lado pela estrada. Me lembro que estava com o meu celular e costumava ouvir as rádios locais (em viagens sozinho uma musiquinha é sempre boa companhia) ou seja, sem sinal nenhum! Nem de rádio, nem de celular. O negócio é MP3 caso você não queira curtir os sons do lugar, os sons da natureza. Durante a semana esse trajeto é pouco utilizado, os turistas costumam ir para lá mais nos finais de semana. Uma estrada de barro com aquele cheirinho que só quem já passou conhece e as montanhas dos dois lados, a diferença no nordeste são as montanhas,  algumas estradas são uma imensidão de vazio ao horizonte... Já bem próximo ao parque você avista três churrasqueiras que se parecem com três asa-deltas pelo seus formatos e lá está, um pequeno riacho que corre pelas rochas e segue rumo a frente além de outro onde os visitantes costumam pescar. Seguindo mais a frente você pode se banhar pela profundidade de 40 cm de água (mais ou menos) onde as crianças fazem a festa. O nome do local? Parque Municipal Cachoeira das Andorinhas. Tive a sorte de ir lá em um dia que ocorreram algumas garoas durante o dia de Sol então você pode ver a chuva de andorinhas que enchem o céu feito gotas a cada momento de estiagem! Após as garoas era possível vê-las novamente em todos os lugares. O parque tem a visão de todo um território florestal e a Pedra do Jacaré é o limite alto do parque onde você pode ver toda a vegetação, uma rocha no formato de cabeça que eu achei parecido com a de uma tartaruga e depois me disseram o nome dela onde você pode se aproximar até certo ponto, o local é muito bem sinalizado pelo perigo de queda em suas encostas. O Parque é basicamente uma rocha oca por onde a água tráfega livremente em seu interior e é destas formações rochosas que as andorinhas saem para seus vôos pois, existem muitas entradas além de até mesmo algumas fendas no solo onde você pode ver a água correndo. Além da Cachoeira das Andorinhas pode-se ver também uma outra cachoeira que é chamada O Véu Da Noiva que é a mais conhecida. O local é lindo e foi um dos locais que eu fiquei com vontade de visitar novamente antes de ir embora.

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SÃO COISAS DA VIDA III

Ah, eu adorava aquela quadra! Éh... a velha quadra do Batista Renzi. Bom, assim que batia o sinal eu saia de mansinho e me escondia lá no banheiro da quadra, as vezes com alguns amigos lógico. Também tinha o cantinho do portãozinho que dava de frente pra avenida, mas esse? bom... é melhor nem comentar.
Quando não dava pra fazer isso na entrada e eu ia pra lá na hora do intervalo. As vezes o portão ficava fechado, ai já viu né. Os professores não abriam porque já sabiam que era pra "cabular" aula que eu ia pra lá e algumas vezes eu entrava junto com a sala que estava indo fazer a aula de Educação Física. Alguns professores já sabiam e muitas vezes nem se preocupavam, logo logo ela iria lá me buscar. Ela quem? Ah, a inspetora de alunos.  Por quem eu tenho um xodô especial hoje em dia. Bem, eu dizia que ela sentia meu cheiro porque ela sempre me achava pela escola. Aprontando ou não, onde quer que eu estivesse. O mais engraçado é que sempre que acontecia alguma coisa, "vão lá chamar o Jason na sala." Até quando eu estava na sala realmente estudando... Tudo que acontecia naquele Batista de manhã eu tinha que estar no meio. Bom... e na maioria das vezes eu estava mesmo vai...
1º e 2º colegial, de manhã, acho que eu aprontei bastante, essa devia ser a razão. Hum... Pensando bem? Acho que não, eu não aprontei tanto assim vai, isso era só impressão dos funcionários da escola mesmo.
Um belo dia estavamos em um grupo enorme no banheiro quando de repente, lá estava ela! Eis que me surge quem? A diretora. A diretora da escola, pois é, ela e a inspetora entraram no banheiro masculino de surpresa e pegaram aquele monte de "marmanjos" escondidos lá dentro fumando e cabulando aula. Nos tinhamos esse costume de fumar escondidos no banheiro por não poder fumar na escola. Imaginem bem a nossa cara quando ela entrou lá. "Bonito heim! Todo mundo já pra diretoria!" E pior ainda, disse que até já sabia quem ela iria encontrar no banheiro. Bom... Acho que a gente estava um pouco manjado mesmo. Voltando a quadra. Lá estava eu sentado na arquibancada vendo as meninas fazerem Educação Física (era mais interessante ver as meninas fazendo Educação Física não sei porque) quando atrás de mim surgem aquelas cabecinhas na janela "Olha o Jason ali professora!". A sala era no segundo andar com as janelas laterais de frente pra quadra e eu estudava lá naquela sala aquele ano. Agora imaginem o tormento se sentar naquelas cadeiras encostadas nas janelas (que eu adorava) de frente pra quadra e não poder "mexer" com ninguém. E nos dias de jogos, interclasse então? A gente não podia assistir e nem olhar o pessoal lá fora fazendo aula. Era uma beleza! E lá vai a inspetora me buscar novamente e me levar pra sala a pedido da professora...

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TRILHA NA MOCHILA II

...ah... as músicas. Eh... as músicas. Engraçado como algumas músicas ficam gravadas em nossa memória. Não digo só  na memória, sentimentos, sensações, mas as lembranças... Não sei, acho que são duas linhas (além de muitas outras claro) sempre na mesma direção que quando se tocam, Boom! É aquela explosão. Se misturam e ficam gravadas como pontos em nossa vida, mas, voltando as músicas... Está ficou gravada em minha lembrança do lugar, eu não sei porque, talvez o frio, a solidão do ambiente e o lugar em si. Bom, o  Bosque de Vincennes.
Final e início de ano é inverno na França e o frio por lá, ah! Chega a arder os dedos pra nós que vivemos em um "País Tropical". O bosque? O local é muito grande, sempre estive acostumado aos parques daqui como o Ibirapuera ou o Parque da Juventude mas os bosques? Ah... são aquelas coisas de filmes mesmo! Aqueles caminhos de terra cheio de folhas e aquelas árvores sem as mesmas dando um ar soturno com aqueles galhos finos. Lá, pra se ter uma idéia, você pode fazer seus exercícios de corrida o dia inteiro sem repetir o percurso (que é o usual pra quem tem o hábito de correr) pelo tamanho do bosque. Eu caminhava em uma garoa fraca vindo do Castelo de Vincennes, castelo onde o Marques de Sade ficou aprisionado. De lá segui direto para o bosque que era um pouco mais a frente.
Entrando no bosque após algum tempo de caminhada a música me veio a mente "Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro...", claro que a ela não necessita de muita explicação... hum... mas se encaixou perfeitamente com o local e me fez companhia pela caminhada daquelas frias trilhas.  Em alguns pontos do bosque tem mapas de orientação dos locais, banheiros, brinquedos, lagos com um ponto sinalizando onde você está. Lá no bosque tem muita coisa, talvez por ser o maior bosque na região e também é um lugar bem tranquilo. Além de um assoviu ou outro as vezes passava alguém, quase nunca, fazendo corridas ou até mesmo caminhando. Em uma parte do bosque existe um rio com uma ilha no meio e foi lá nesse belo lugar que o Sol apareceu. O lago é cheio de gansos e patos onde eu acabei conhecendo um fotógrafo (americano ou australiano, não me lembro bem ao certo) enquanto alimentava-os. Bom eles se aproximavam e a gente tirava as fotos, tinham cisnes lindos lá também e ele aproveitou pra tirar suas fotos enquanto eu alimentava os animais. Bom, o Sol apareceu na hora e no lugar perfeito, fiquei um bom tempo por lá, fiz um lanche e segui meu caminho de volta onde voltei por um caminho que seguia pelo meio do bosque e ao sair, la do outro lado avistei outro Parque que não me lembro o nome (talvez Parque Real ou Jardim Real, alguma coisa do Rei) bem próximo ao Parque Floral...

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PRESENTE DE NATAL II.

Bom, a avenida faz a volta em uma praça que tem um coreto todo decorado além de um enorme Pinheiro cheio de presentes e as bolas. O pinheiro da de frente pra avenida principal onde as pessoas caminham e o bonde passeia por lá de tempos em tempos. Descendo a avenida os vários estabelecimentos da pequena cidade continuam. São lojas! E tudo que você vê  você quer comprar de lembrança. Lógico! Tem lembrança pra todos os gostos e bolsos lá!

Passando as lojas lá está ela! Excalibur. Cravada em sua pedra onde as pessoas tiram fotos de recordação tentando empunha-la. Bom, você pode puxar até cansar (se você quiser, é claro). Do lado direito tem uma loja que é demais! A loja tem o Pé de Feijão enorme na entrada subindo em parafuso igual no desenho. Entrei, olhei as lembranças e voltei na direção da pedra da Excalibur seguindo em frente e entrando no Jardim do País das Maravilhas, lá nós vamos andando em um labirinto que se torna cada vez mais circular entre as cartas soldados, a rainha vermelha e outros personagens até entrar no castelo onde lá no topo se pode dar uma boa olhada no parque. O castelo não é tão alto mas lá de cima da para ver todo o labirinto do jardim com os personagens e o Gato de Cheshire (aquele gato sorridente que desaparece) desenhado no gramado. Depois voltamos a escadaria e saimos do jardim. Nesse trecho eu segui mais para a esquerda e lembro-me que ainda brinquei com uma das funcionárias do parque que estava com um carrinho de compras de supermercado se ela iria me levar pra passear lá dentro e ela sorriu. Era linda, claro que eu não podia deixar de notar essas coisas! Passei pela entrada do Piratas Beach (Adventureland) onde pude ver aquele navio pirata gigante e acabei indo parar na Frontierland, uma área feito um rancho, o velho oeste.
O trem apitava!
Onde eu estava? Em uma fila numa estalagem bem estilo faroeste próximo ao vilarejo da Pocahontas e lá dentro estavam a Minnie Mouse e o Papai Noel tirando fotos com os visitantes.  Naquela área o trem parava e apitava. A maquinista puxava a cordinha lá do outro lado do lago avisando que o trem estava passando. Sim, era uma maquinista (pelo menos quando eu vi) Fiquei um bom tempo na fila achando que fosse para ver alguma atração é era somente para tirar fotografias. Ao entrar na estalagem parei um pouco no corredor e olhei lá pra dentro deixando as crianças passarem e lá estavam o Papai Noel e a a senhorita Minnie Mouse sem o seu eterno namorado (Acho que a situação do casal, o estado civil mudou, vi bonecos de pelúcia do casal em trajes de matrimônio. Não é a coisa mais chique um casal que não envelhece? Bom talvez essa situação tenha mudado por causa do parque de casamentos da Disney...). Não tirei nenhuma fotografia mas ao sair havia outra porta de vidro onde pude mandar um beijo pra Senhorita Minnie Mouse e receber outro de volta além de um Tchauzinho com aquelas luvas enormes. Bem, quando eu entrei nas lojas de lembranças foi a primeira coisa que eu procurei. As Luvas do Mickey e Minnie. Eu sabia que não voltaria mais no parque antes de viajar de volta ao Brasil e acabei não encontrando as luvas nem na loja em Paris, aquela que tem uma estátua do Mickey Mouse Marinheiro no timão e quando você aperta o botão, ah... ele começa a assoviar!


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TRILHA NA MOCHILA I


Bem o roteiro daquele dia? Eu nem me lembro. Se não me engano existe uma cruz bem em um lugar alto da cidade e eu me encontrava no lado oposto. De eu lá podia vê-la então decidi ir lá para ver como era o local.
Ouro Preto é assim, cidade pra fazer exercícios! Sobe ladeira, desce ladeira e lá vamos nós novamente!
Bom, eu não consegui chegar aonde eu queria ir e nem sei se me aproximei, mas acabei conhecendo o outro lado da cidade. Meu ponto de referência era uma das  igrejas no centro e no topo da cidade onde de lugares baixos podia-se vê-la sempre. Segui meu caminho e logo percebi que as montanhas já cobriam as igrejas. Percebi que estava um pouco longe da cidade. Eh, eu estava do outro lado da cidade! E lá, as casas já não eram casas e casarões antigos de patrimônio histórico e sim casas e condomínios que já estamos acostumados. O lado "chique" da cidade  onde as construções já seguiam os padrões contemporâneos e modernos. Lembro que andei um pouco pela região chegando até uma lagoa. Era a Lagoa do Jacaré. Segui em frente já procurando voltar porque eu tinha me afastado demais e não podia mais ver a cidade velha como era chamada. Voltando encontrei um campo de futebol e uma pequena casa rural feito uma fazendinha onde o córrego corria bem na frente dividindo o lugar. Bom, pude reparar um senhor sentado em um tronco e fui até lá, lembro que ele tinha uma idade em torno dos 65 anos, estava sentado com um garfo de carpir mato e uma enxada descansando. Conversamos um pouco e ele me falou sobre as antigas empresas de fundição desativadas saindo de Ouro Preto onde algumas pessoas ainda trabalhavam e sobre a cidade turística que era de onde vinha a renda. Bem... me despedi e ele me indicou uma direção onde eu acabei voltando por um lugar inesperado, a linha férrea. Eu acreditava ter perdido o dia de visita pra conhecer algum lugar novo mas acabei conhecendo uma paisagem linda. Voltei seguindo os trilhos do trem, passando por um túnel  onde depois se encontrava uma ponte onde um rio passava por baixo e pra atravessar ia de madeira em madeira passando por cima do rio. A vista era linda e foi um passeio recompensante a volta em meio a natureza. Logo dos trilhos já avistava as casas, ladeiras e eu voltava a me localizar.

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SÃO COISAS DA VIDA II.

Paixonites na escola, quem não tem ou teve? São várias! Sempre tem aquela menina da nossa sala que agente é apaixonado mas nunca se declara, afinal de contas, e a fase de todos aqueles medos e descobertas... Bom são várias mesmo e isso é pra todo mundo e ainda parece que a cada ano que se passa aparece uma nova! Bom tem aquela que também é apaixonada por você e você nunca vai saber, tem aquela que você é apaixonado por ela mas ela nem sabe que você existe e nem que você é da mesma sala dela. Aquela que seus amigos vivem te empurrando porque ela gosta de você.  Tem cada coisa engraçada nessa vida! Caramba heim! E isto é provavelmente ainda no início da nossa vida, nessa faixa dos 13 até os 16, já se passou algum tempo, já é inicio da adolescência e o nosso mundo se torna aquela bagunça. Bom, deixa eu ver... Ahhh! Tem uma que era muito engraçado (era não mas depois acaba sendo), eu não me lembro ao certo mas acho que aconteceu alguma coisa e esta menina se mudou pra nossa sala. Um tratamento acho. A irmã dela já estudava comigo a muito tempo e eis que um belo dia me surge está coisinha está linda na minha frente, isto mesmo sentada bem na carteira da minha frente. Bom, eu nem sei se eu pensava assim naquela época "coisinha linda". Mas eu gostava dela e achava ela realmente muito linda, (e continua até hoje, apesar da perca de contato). Bom, conversa vai, conversa vem e a gente pega amizade, ai já viu! A bagunça começa. Era uma menina inteligente, mas "atentada"! Depois de um tempo (no mesmo dia)já não parava mais de conversar comigo, nessa "nossa época" ainda não tinha essa história de ficar, dar uns beijo ou rolo. Qualquer coisa e já tava namorando. Agora é que está tudo tão mais fácil, "tudo  liberado" e bem mais acessível. Bem! Voltando a amiga. Pronto está feita a amizade e o negócio era comigo mesmo,  ela não tinha tanta amizade com os outros meninos. Os dias foram se passando e a minha situação foi ficando cada vez mais engraçada. Primeiro era marca de unha nos braços depois arranhões. Claro, era tudo na brincadeira, mas agente se pegava na sala de aula e ela fazia questão de virar para trás só pra me provocar. Se pegava-mos de briguinha mesmo da professora perguntar porque a gente não ficava quietos, mas no fundo eu acho que era paixonite dos dois (quer dizer, falo só por mim vai)porque o pior era que eu gostava dela. Um belo dia eu chego em casa com um arranhão no rosto. Hum... minha mãe me olhou e logo perguntou se eu havia brigado com alguma gata na escola, sorrindo com aquele jeitão dela "oxi menino qu'é isso? Brigou com alguma gata na escola foi?" e eu todo sem jeito explicava que ela não parava de me provocar. Sei que no final das contas o ano acabou e eu dei graças a Deus por não precisar mais sentar perto dela. Mas cá pra nós, as coisas dessa vida são assim sabe, de um jeitinho meio estranho e depois de um tempo eu estava sempre perto da casa dela na casa de um amigo meu que era vizinho dela, só que eu nunca via ela. Sabe quando a gente torce pra encontrar aquela pessoa? Pois é. Ela já havia "crescido" (acho que digo nós). Nós não eramos mais os mesmos e nem estudava-mos mais juntos. Bem. Nós encontramos muitos anos depois bem rapidamente, ela havia chegado do Japão mas retornaria logo para lá. Trocamos algumas palavras, nenhum dos dois comentou sobre as brigas da época de escola mas foi um encontro bem "legal", ambos estavamos diferentes, mudados, crescidos...

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PRESENTE DE NATAL I.

A estação... Nossa! As estações? São uma coisa extraordinária. É, um show a parte. Gigantescas com uma arquitetura clássica. Bom, são a coisa mais linda! Gare du Nord. Era um dos meus pontos de referência mais precisos até eu me situar completamente, cerca de uma semana e você começa a conhecer as localidades, Avenidas principais e Bulevares e já sabe mais ou menos onde cada uma delas vai dar.
Bom, eu tinha chegado naquela madrugada, acho que foram dezesseis horas de viagem! Esse tempo todo em um avião não tem nada de confortável. Isso eu posso dizer com certeza! Ahh, isso contando com a escalas. Agora problemas com o cartão de crédito? Ixe... isso sim não e nada agradável.
Depois da pouca madrugada de sono eu levantei e me arrumei pois já sabia qual era o meu primeiro destino. Sim. A Disney em pleno dia de Natal! Bom, isto já estava em meus planos antes mesmo da viagem. Passar o meu natal na Disney! Era o que eu queria.
Pra alguns de nós aqui da América do Sul existe algo de mágico em conhecer a Disneylandia. Talvez porque nos não tenhamos nenhuma por aqui, mas nos também temos nossos parques de diversão claro!
Bom o metrô e o trem? Primeira vez em um metrô europeu e você aprende muita coisa. Eles passam pela mesma linha mas não vão para o mesmo local, cada um tem seu destino certo e seus horários. Se o seu passou você espera ele passar novamente depois dos outros metrôs com outros destinos. Ah outra coisa engraçada! Você sai da estação com o mesmo ticket que você comprou e usou pra passar na castraca! Isso mesmo! você usa pra entrar e pra sair da estação também. Claro que sempre tem alguém que ajuda a gente no começo quando percebe que você não sabe dessas coisas... São dois tipos de trens e o metrô, além de uns trens ao ar livre (de pequena distância) que eu vi na Nation, eles são muito parecidos com trem-balas. O metrô é normal, agora os trens? Uns percorrem a cidade inteira e outros a Europa inteira, além de uns também terem dois andares...
Um metrô e um trem que segue em direção aos confins da cidade parando bem na entrada do parque, e o fim da linha. Além da multidão de pessoas, de um lado já se vê os estúdios da disney (Walt Disney Studios Park) e do outro o parque temático. A própria Disneylandia.
Bom, eu fui apenas na Disneylandia e acho que um dia não é suficiente pra ver tudo, imagine nos dois parques!
O parque. Hum... Bom, a fila era razoável porque são vários caixas mas a quantidade de visitantes... ah... acho que isso eu nem preciso descrever. A portaria onde ficam os guiches de compra de ingressos tem a arquitetura de uma mansão hotel meio clássico com um relógio bem no topo onde o Sr. Mickey Mouse aponta para as horas. Tudo tem um padrão de filmes e desenhos da Disney seguindo seus temas. Quando eu passe pela portaria subi uma escada e vi a fila porque em cima dessa mesma mansão passa um trem que circula em torno do parque todo. Eu não fui no trem, desci e segui em frente... Bom, estamos em uma pequena e antiga cidade dos Estados Unidos (The Main Street U.S.A.), com a avenida e seus estabelecimentos, os trilhos do bonde da época que também circula por lá  e os arranjos de natal. Lindas,  guirlandas com o formato da cabeça do Mickey Mouse e suas orelhas cortam as avenidas de um lado ao outro com as luzes, as frutinhas vermelhas e as folhas de visco.
Me lembro que um ou dois meses antes de viajar descobri sobre a tradição do visco no NatalBom, ela não é uma folhagem nativa aqui no Brasil então quando eu li sobre a tradição do beijo, eu ri muito. Hum... a tradição? Sempre que você  encontra alguém embaixo de um visco no Natal vocês se beijam. Isso mesmo! Vocês se beijam ali mesmo. Mas eu não vou explicar o porquê né! Eu achei muito engraçado talvez por ser uma novidade para mim e não fazer parte da nossa cultura...


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SOL E SAL! OBA! É CARNAVAL!

Os Carnavais na praia? Ahhh! Estes estão na lembrança de vários... Eram sempre assim. Juntava-mos uma galera e ia-mos. A gente se programava praticamente dois meses antes, isso quando já não era um ano antes!

Era o dinheiro, os carros, a carne e a bebida. Quem iria ou não? Quem ia mesmo ou dava pra traz? Depois de toda essa preparação chegava o dia da viagem, todo mundo estava de folga (pelo menos os que trabalhavam, claro) e ansiosos!
A bagunça? Ah... Essa começava já na descida da serra, onde a fila de carros era sempre ENORME. A maioria das pessoas queriam passar o carnaval na praia, então, pra chegar lá,  já viu né? Era a maior dificuldade, mas isto não era só nesta época não. Nos finais de ano e feriados prolongados também. Uma viagem de cerca de uma hora ou uma hora e meia durava de três, quatro ou cinco horas na serra. De carro era um pouco difícil, mas já de ônibus... Hum... Bom posso dividir em duas épocas pra explicar melhor; As idas de ônibus e as idas de carro.
As viagens de ônibus eram onde no meio da bagunça, dentro do ônibus todo mundo acabava se conhecendo. Era música, bebida e chaveco no busão, a bebida era escondida porque era proibida no ônibus, e eu acho que ainda é. Além de tudo isso ainda tinha aquela barulheira toda que eu não sei como o motorista aguentava (pra dizer a verdade... hum... sei sim, naquela época do ano ele já estava tão acostumado com aquilo...).
As viagens de carro? A gente se juntava e separava-mos quem ia com quem e em que carro. Alguns iam com a família, outros nos carros dos amigos, mas a bagunça mesmo era nas Kombis. Era onde sempre ficava a maioria da galera junta, e quando junta aquele grupinho de conhecidos... Hãm...
E então? Bom então descíamos a serra pra baixada.
Nessa época éramos adolescentes, alguns indo para maioridade. Bom. Fazíamos de tudo que os adolescentes fazem. (Algumas coisas claro! Porque nem todo mundo faz as mesmas coisas). Álcool, drogas... Também me lembro dos "pagodes" nos ônibus. Estava "na moda" (o estilo) bem naquela época. Ninguém errava as letras! Mesmo sendo fã de Rock And Roll, Axé, Sertanejo ou seja lá qual o estilo que se gosta-se.
Hum... demorava pra chegar lá  na casa (la na baixada) mas o que valia mesmo a pena era a bagunça no caminho, acho que o que a gente realmente gravava era a festa no trajeto. Lá? Na casa? Também acontecia muita coisa, era muita risada. A casa de praia ficava sempre lotada nestas épocas, e não era só  por parentes meus, mas também por amigos da família que sempre estavam conosco. Os nomes dos amigos e amigas? São tantos! Mas eu não vou citar nenhum aqui. Cada um tem guardada as suas lembranças a seu modo. E estas? Estas são as minhas.
Os amigos... Muitos estão longe, outros perto porém longe e já outros estão realmente longe e longe bem longe.
As coisas eram muito diferentes.  EU ERA MUITO DIFERENTE.
Éh... pois é! Eu também já fui um adolescente... Era uma época onde tudo se fazia festa. Um grupo de amigos juntos e a festa estava formada onde quer que estivesse-mos. Hum... a melhor hora. Juntava-mos todos nos carros e ia-mos pra São Lourenço. Tudo junto e misturado! Os meninos e as meninas. Bom... não tinha nenhum menino e menina lá. É só modo de falar mesmo porque a faixa etária era dos 15 anos pra cima
então vocês imaginam a bagunça... Chegando lá nessas épocas de carnaval sempre tinha um trio elétrico que desfilava pela Riviera e o ponto mais cheio sempre era perto do shopping na rotatória. Nossa! Lá ficava lotado e o trio também jogava água com uma mangueira pra refrescar o galera. Então como eu também sou homem e a gente sempre repara nisto (lógico!) era muita mulher bonita por milimetro, centímetro e metro quadrado! Dançando a vontade e ainda molhadas naquele calor todo. Pulando o Carnaval. Era uma beleza! As meninas que estavam com a gente também ficavam a vontade. Bom... Como é de costume quando os meninos estão junto com as meninas, elas ficavam sempre por perto porque já sabiam que os outros meninos chegavam agarrando mesmo e quando elas não estavam afim, lá estava-mos nós... Era um final de semana e até outras vezes uma semana inteira nesta festança que sempre ficava gravada um estória cabeluda pra gente contar. 

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POR ENGANOS E DESENGANOS.

...sabe, hum... é estranho como as vezes machucamos algumas pessoas em nossas vidas sem querer e algumas das vezes nem mesmo percebermos. As vezes pelo simples ato de ainda não nos conhecermos bem... ou talvez até conheça-mos a pessoa em seu íntimo, porém, muitas das vezes não sabemos qual a reação e a proporção  que um pequeno engano pode causar e até ferir alguém que passamos a gostar pelas afinidade. Bem... e foi assim que aconteceu. Estava-mos nos conhecendo e criamos uma afinidade que acabou tornando aquele momento uma coisa tão pura pra mim. Tanto que ainda tenho na lembrança.
Eu digo pura, mas não no sentido inocente da palavra, uma coisa pura com os sentimentos, sem a maldade da entrega ao momento. A percepção do outro ser, o carinho, a excitação, hum... realmente o momento.
Hum... nós dois, a pequena praça, o distrito. Talvez, a mágica do momento, fora esta minha sensação. Bom, eu nunca havia sentido tal, não daquele jeito, não aquela sensação. Uma criança. Hum... sim uma criança totalmente aconchegada em meus braços. Era feito uma criança e era delicioso. Feito um feto no aconchego da barriga de sua mãe. Uma segurança. Eh... ficou gravado em minha memória,  e o que dizer? Não eramos crianças, nem eu, muito menos ela. Pelo contrário, nós dois já éramos maiores mas... sim... podia senti-la feito uma criança totalmente protegida em meus braços. O motivo. O motivo pelo qual nos afastamos? Por causa das intrigas que não faziam parte da vida dela em um momento meu. Me lembro que foi o início de uma daquelas fases conturbadas. Sim aquela época foi o início. E como eu ia fazer ela entender que não era para ela aquelas palavras? Aquela pessoa que acabava de entrar na minha vida se perdia. É difícil.


"Quando se toma uma "dor" que não é sua você é quem sofre e sente."

Foi um momento da vida que nos afetaria e afastaria. Sim... eu me senti muito decepcionado por não poder explicar que nada daquilo tinha coisa alguma haver com ela, mas acredito que o tempo nos ensina e mostra toda a verdade. Hum... Foi isto que aconteceu. Sim... Se perdemos no engano de palavras que a magoaram. Uma pessoa que eu tinha certeza que não merecia aquilo e não tinha nada haver com aquela situação. Quando você toma uma situação, fato ou ocorrido por seu, fica difícil de explicar o que realmente acontece e que aquilo não é uma situação sua. Hoje? Não digo que isso tenha sido bom mas agradeço por ter servido de aprendizado e amadurecimento para ela porque algumas situações são para isto mesmo. Sim. O momento. Ah... eu guardei com muito carinho em minhas lembranças.


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VOCÊ BATEU A CABEÇA QUANDO ERA CRIANÇA?

O mundo? Ah o mundo naquela época era imenso. E como era! Pra se andar por ai a gente pegava na mão dos nossos pais e saia pra passear mas só quando eles quisessem ou resolvessem levar a gente. O velho cinema e as sessões dos Trapalhões, o Autorama na mesma rua de casa,  Ahhh o autorama! Era minha paixão! Eu fazia questão de pedir pro meu pai entrar comigo, o barulho daqueles pequenos carrinhos correndo naquele pista do tamanho da loja, e quando os carrinhos passavam por baixo da pista, que era feito viaduto? Os olhos brilhavam! Era tanta coisa, a Praça da Árvore e suas lojas... Bom... o mundo era imenso mesmo! E eu, nem tinha noção do que me aguardava por esta vida afora.
Primeira escola. Hum... o velho e querido prézinho. Provavelmente eu tinha uns 5, 6 ou 7 anos. Lembrar exatamente fica difícil, mas me lembro que era pertinho de casa, assim como minha escola de primeiro grau. Engraçado que a gente sempre lembra da primeira e MAIS LINDA PROFESSORA DO MUNDO, esquece mas vê uma foto e lembra de novo! Aquelas Festas Juninas com o Mister e a Miss Caipirinha. Essa parte eu não vou comentar! Ahh, é tanta coisa. O prézinho! Tinha aquela hora que era a alegria de nossas vidas! O RECREIO! É. As musiquinhas, os lanchinhos e nossas lancheiras... Bom, hoje? Hum... Hoje as coisas estão tão mudadas, as crianças estão tão mudadas, o MUNDO esta tão mudado! Mas algumas coisas ainda são iguais, continuam as mesmas.
Agora a situação. Sim! A situação que me veio a lembrança foi esta; Hora do parquinho, melhor que recreio? Aham. Só a hora do parquinho mesmo. Vários brinquedos, naquele nosso mundo que parecia gigantesco de tanta criança. Vocês sabem que criança quando fala, falam todas juntas né? Pois é! Correm pra lá, correm pra cá e nunca se cansam. Brincam a vontade. Humm... Eu adorava aquele brinquedo! Ahhh... vários tubos interligados em suas extremidades formando vários cubos onde nós passeavamos dentro daquela pirâmide com apenas um quadrado sobrando no topo. E lá ia eu! Subindo no meio daquela bagunça de tubos e crianças! Onde eramos pequeninos mas nossos bracinhos adoravam segurar-se naqueles tubos e subir cada vez mais alto. Dava pra sentar nos tubos, ficar pendurado com uma mão só, e até... bom... esta e parte que me trouxe a esta lembrança. Da até pra ficar de ponta cabeça com as pernas segurando os tubos. Como? Ahhh, criança arruma jeito pra tudo.
Lá estava eu de ponta cabeça, no "penultimo andar" se assim se pode chamar aquela lugar cerca de um quadrado abaixo do último ou era no ultimo mesmo, não me lembro muito bem... uma fileira antes do topo? Bom, era por ali... até que??? Tudo escuro, um apagão! Bem... eu não me lembro de ter escorregado e caído, mas quando abri meus olhos, já estava lá! Isso mesmo! No chão. Com uma porção de pessoas ao meu redor desde crianças a funcionários da escola e a professora bem ao meu lado, DESESPERADA! Claro. Eu? Eu não sentia nada demais,  e nem sabia o que havia acontecido até aquela velha situação onde alguém lhe mostra que você se machucou. O sangue escorria pelo chão de terra batida, coloquei minha mão atrás da cabeça bem próximo ao cerebelo e ao traze-la de volta pude ver o sangue. Bom, o sentido de ferimento naquela idade é totalmente menos apurado sendo ativado mais pela dor. Ahh, essa a gente conhece de qualquer jeito! E nunca esquece! A ambulância chegou, e meus pais já se encontravam comigo de onde partimos em direção ao hospital. Tinha choro pra tudo. Tinha o choro para não ser levado sozinho pra sala do doutor, mais choro por causa da injeção (coisa que eu morria de medo naquela época),  era uma choradeira e tanto até o novo apagão.
Acordo normalmente nos braços de minha mãe, ali mesmo no hospital e lá estão três pequenos pontos atrás de minha cabeça cobertos por um curativo. Pelo menos foi o que eles me disseram. Ok vai! Havia sim os três pontos. Hum... a lembrança? É muito vaga, mas ainda existe. Sim. Ahhh!!! O nome do brinquedo! Quase que me esqueço de mencionar! Gaiola! Era esse o nome daquele brinquedo. Que mesmo depois do acontecido ainda me fazia trepar nele feito árvore pra cima e pra baixo sem descansar.

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OS SONS, AS ÁRVORES OS RASTROS GRAVADOS.

...o verde, estava cheio de pingos amarelos! O Ipê? Hum... florido, florido e lindo a libertar suas pequenas flores pra seu passeio ao vento. E a maioria, ham, se enamorava logo do gramado em um pouso forçado.
Certo... mas deixando a poesia de lado (só um pouco mas sem perde-la, claro) era o meu canto. Ali. De paz e de canto onde a voz flutuava pra todos os lados. Adorava aquele lugar! Aquele mesmo lugar sempre, pra ser bem exato. De frente ao lago e onde o Sol findava sua jornada diária de trabalho, sempre a minha frente brilhando (quando resolvia aparecer, lógico).
O Ipê, os dois bancos e a paisagem. Era só isso. Eu não precisava de mais nada, era sempre a tarde tão esperada, um sossego que eu não trocava por nada.
Bem os bancos... Sim, estes? Um era envernizado, e o outro, ainda mantido em seu estado cru, sua coloração e aparência natural. Era onde sempre me aconchegava, aquele bom e velho banco (que nem era tão velho assim, talvez eu fosse mais velho que ele, e isso, ah era quase uma certeza).
Lá estava ele, de coloração natural, ao lado direito do Ipê e onde eu me sentava e podia passar minha tarde inteira ali, apenas cantarolando, sem me preocupar com mais nada nesta vida.
Bom... mas o interessante mesmo ia além desse meu costume de se sentar por lá, assim, simplesmente comigo mesmo a cantarolar e das pessoas que faziam suas caminhadas, exercícios e passeios com suas bicicletas. Em meio a movimentação "normal" (digamos que até comum para mim) apareceu "aquela pequena raposinha" e eu ao me virar não pude deixar de nota-la. Hum... vinha com seu pequeno Tablet preto nas mãos, filmando ou fotografando "o ambiente", a uma certa distância eu já havia percebido o atrevimento dela e sua aproximação. Hum... bem, deixe - me ver. Era pequena, mas isto com certeza não definia sua idade, e disto eu já sabia. Tinha quase certeza que era mais velha do que aparentava. Ficou ali por alguns instantes e eu continuei minha cantoria como de costume. A distância era razoável e ao olhar novamente para atrás lá estava ela, com seu tablet, continuava e parecia não disfarçar nem um pouco, na verdade acho que foi isto que chamou minha atenção, claro que reparei nela e em sua beleza.
Pequena, com com seu bonito corpo, suas roupas de academia... hum... mas isto eu não vou descrever por aqui.
Eu que estava lá a cantarolar como de costume e "a pequena raposinha" abusada como sí só vinha em minha direção indiretamente e claro que eu sabia disto. Parou um tempo, posicionada mais ao lado em outro local e continuou, sem a menor vergonha de quem disfarçava o que fazia. Ham! E eu  pensava comigo mesmo como era abusada, mas gostava do jeitinho dela. Era bonita, tinha um bonito corpo, demostrava isto e eu que apesar de disfarçar, sempre, adoro a visão de uma mulher bonita, até mesmo as que se parecem garotas.
Bem... agora ela encontrava-se mais ao meu lado já de frente pra mim e ajeitou seu tablet sobre uma das churrasqueiras do parque bem na minha direção, sentou-se em cima do encosto de outro banco no local onde eu continuei a cantarolar mas não deixei de reparar naquelas "pernas pequenininhas", era uma raposinha linda, abusada muito linda. Ficou por mais um tempo lá e percebeu que também não me incomodava. Se afastou, seguindo seu caminho e foi para próximo de outras árvores mais afrente e distantes. Lá ela sentou-se de costas para mim encostada em uma das árvores e de frente para as outras. Ai sim. Foi nesta hora que eu fiquei reparando, olhando. Lá estava ela, "a pequena raposinha" sozinha, sentada e encostada ao tronco da árvore. Neste momento eu não sei porque, mas foi uma sensação estranha a que eu senti. Eu sempre estive acostumado com a solidão e a ficar sozinho. Bem, mas quando eu olhei pra ela ali, sentada, sozinha provavelmente assistindo aos vídeo ou vendo as fotografias achei aquilo tão estranho, era uma linda mocinha, sentada sozinha. Estava entretida no que estava fazendo mas por estar sozinha e por seu atrevimento havia chamado muito minha atenção. Se foi. Seguiu seu caminho.
Hum... Foi a noite, já em casa que me lembrei do acontecido e sorri. Foi neste mesmo exato momento que surgiu o carinhoso apelido de "raposinha", ela que vinha se aproximando pelas árvores com aqueles olhinhos curiosos que elas tem acabou cativando a minha curiosidade.


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EM BOA COMPANHIA.

Sim,  eu me lembro muito bem daquele casal com sua filha desde o momento em que eles hospedaram-se lá na pousada. Ficaram quanto tempo? Um ou dois dias na pousada? Acho que dois. Pra mim, acho que eles eram de nacionalidade colombiana mas sem aqueles traços indígenas tão familiares para nós. O pai, longos cabelos encaracolados grisalhos numa coloração cinza, eramos da mesma altura. A mãe? Era baixa de cabelos negros (se bem que não consigo me lembrar como ela era realmente). Bem ela? Hum... a filha. Longos cabelos negros e lisos, muito pouco cacheados naturalmente. Os olhos. Bem. Os olhos. Sim. Só pude notar realmente no momento em que nos encontramos no local onde eu costumava almoçar, nesta hora eu entrava e eles saiam do estabelecimento. Lembro-me muito bem que recebi um comprimento do casal pois já havia-mos nos visto na pousada de passagem e retribui acenando com a cabeça. Era uma família bem simples, acredito que até mesmo por seus costumes. Simples e jovens.
Hum... A filha... ao olhar para ela naquele exato momento em que ela abaixava os óculos de Sol foi que vi seus lindos olhos verdes feito água, claros, limpos e misteriosos. Apenas nos olhamos sem nenhuma palavra ou gesto e cada um seguiu seu caminho. Ela tinha um contraste muito bonito com o de seu pai e sua mãe, me pareciam uma família muito bem resolvida. Digo isto no sentido de conhecerem e visitarem o lugar juntos, pois ela era nova mas parecia se sentir confortável acompanhada de seus pais.
A maioria dos jovens e adolescentes não tem este costume de estar junto com a família para passeios, gostam mais da turma, na maioria das vezes vão porque são obrigados e quando se é obrigado o clima nunca é dos melhores.
Mas o que me chamou mais a atenção (além da beleza da filha e da família com aquela união) foi o que aconteceu nesta mesma tarde.
De volta a pousada, o casal entrou no quarto onde estavam hospedados e no momento de seu ritual religioso (talvez pudesse até ser de outros hóspedes que entoavam suas orações ou cânticos religiosos) pude ouvir e perceber a águia. Sim, uma águia e seu guincho. Ela circulava no céu bem naquela região. Parecia algum tipo de prenúncio ou uma companhia que ela lhes fazia protegendo seus caminhos. Pra mim, mesmo sem conhecer bem suas tradições aquilo me trazia significado de proteção. Sei que em algumas culturas latinas as águias são animais sagrados. Bem, não sei se ela os acompanhava, mas também não tive a oportunidade de conhecê-los melhor pois isto foi logo ao entardecer e no outro dia de manhã eles já não se encontravam mais na pousada. A águia? Esta continuou por lá todo aquele período. Hum... Também não sei se a família pode perceber ou reparar nisto, mas acredito que para eles este acontecimento tivesse muito mais valor e significados do que para mim que tenho uma cultura um pouco diferente da deles.
Sim, é verdade. Acabei me afeiçoando com a simplicidade daquela família que estava apenas de passagem assim como muitos outros por ali e este ocorrido atiçou ainda mais minha curiosidade por eles.

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SÃO COISAS DA VIDA I.

O escadão. Aquele velho escadão. Ainda me lembro. Hum... Como chegar lá? Não faço mais a menor idéia. Subimos e descemos muitas vezes aquele velho escadão. Nem sei mais se ainda existe. Era nossa diversão, degrau por degrau. E olha que eram muitos! Eu e minha irmã sempre de mãos dadas a minha mãe, cada um de um lado, isto quando minha irmã não estava no colo dela. Aquele era o caminho que nos levava até a avenida onde passavam os ônibus. Estava-mos nas redondezas de Diadema e Americanópolis, bem longe do centro da cidade.
Bom... o bairro? Vagamente eu me lembraria pela idade (pra dizer a verdade, quase nada), cerca 5 ou 6 anos eu tinha na época e minha irmã ainda era de colo. Se bem que eu também não me lembro dela descendo nas escadas no carrinho de bebê. Sim, acredito que já tenha ajudado minha mãe a subir e descer aquelas escadas com ela.
Descia-mos o escadão e lá estava! Um terreno mais alto de barro e a casa. A nossa casa! Era realmente a nossa casa e a primeira. Lembro-me de minha mãe ter me falado que meu avô levantara aquelas paredes. Era um enorme terreno de chão ainda de barro e ao lado esquerdo da casa havia um barranco, barranco de terra vermelha bem auto. Acho que tinha cerca de 8 a 9 metros. Apesar de parecer sempre seguro e firme nas épocas de chuva ainda causava um pouco de medo em minha mãe, e realmente se algum dia viesse a desabar soterraria nossa casa facilmente.
Bem, a vista. Hum... A vista? De cima do nosso terreno, no quintal de barro via-mos as outras casas do outro lado da rua que já eram todas no mesmo nível da calçada descendo a rua.
Eu? Eu era muito pequeno e naquela época meu pai trabalhava muito a noite, porém ainda assim eu o via todos os dias. Nessa época nossa casa era muito longe do centro da cidade (como eu já disse) e sempre pegávamos o ônibus para irmos "pra cidade". Eu, minha irmã e minha mãe. Me lembro muito bem pelas viagens que essa foi aquela época onde eu passava por debaixo da catraca por causa de minha idade. Mas agora retornando a nossa casa.
Numa certa manhã bateram palmas em nossa porta dois homens (digam-se três, pois explicarei o ocorrido). Nossa casa não tinha campainha, acho que havia uma tela de arrame feito muro e um portão pra entrar por isso quem nos conhecia entrava e batia palmas ali mesmo na porta de nossa casa.
Minha mãe foi atender as palmas e eu como sempre e como toda criança na mesma idade fiquei grudado na perna dela e pude observar tudo o que aconteceu.
Os dois homens cumprimentaram-na e disseram ser amigos do meu pai. Minha mãe não os conhecia mas mesmo assim eles continuaram a abordagem. Os dois homens diziam que trabalhavam com meu pai e que ele havia pedido para que eles pegassem um dinheiro pra ele com a minha mãe (não me lembro ao certo se disseram que ele devia algum dinheiro a eles ou se pediu pra que eles buscassem o dinheiro, mas acredito que seja isto mesmo, ele havia pedido pra pegar  o dinheiro), nesta época nos não tinha-mos telefone e muito menos telefone celular, bom... eu acredito que era realmente um artigo de luxo um telefone celular naquela época (se é que ele já era utilizado) então a confirmação era mesmo pela confiança. Meu pai realmente tinha um dinheiro guardado em casa, pois havia acabado de receber seu salário e (também não me lembro ao certo se ele tinha uma conta corrente, mas provavelmente não tivera tempo de depositar o dinheiro recebido) minha mãe hesitou muito antes de entregar o dinheiro a dois homens desconhecidos que continuavam a dar confirmações que realmente conheciam muito bem meu pai do trabalho. Depois de algum tempo outro homem pulou de cima da laje de casa e foi neste momento que eu me assustei e minha mãe também, no mesmo momento minha mão notou o que estava acontecendo e os agora três homens tentaram ainda mante-la calma pedindo para que ela pega-se o dinheiro e tudo sairia bem sem ninguém se machucar. Como nossa casa era do lado do barranco não havia nenhum vizinho ao lado, apenas do outro lado da rua a nossa frente coisa que os homens já sabiam e eles avisaram que se minha mãe tenta-se alguma coisa seria muito pior pois estava-mos apenas eu, minha irmã e ela em casa. Nervosa ela entrou, foi até o quarto pegou o dinheiro e entregou-o a eles que ao irem embora pediram para que ela não fizesse nenhum tipo de alarme. Ainda me lembro de algumas coisas... mas... bem, quando meu pai chegou ela explicou o ocorrido e deixou claro que aqueles homens o conheciam muito bem de algum lugar ou eram até mesmo conhecidos de trabalho. Descreveu-os mas não foram encontrados...
Existe algumas partes desta lembrança que eu não sei ao certo se esta correta, porem é possível que minha mãe tenha entregue o dinheiro realmente achando que fossem amigos do meu pai e nós só tenha-mos ficado sabendo do ocorrido quando ele chegara em casa pra confirmar que não havia mandado ninguém lá para buscar o dinheiro.

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E SE A CHUVA GIRASSE EM TORNO DE NÓS?

...Ah sim, o momento? Não poderia esquecer daquele momento. Dançavam. Elas dançavam como se houvesse alguma coisa no ar, alguma coisa que as motivava e liberava suas alegrias quase sem pretensões (eu disse QUASE sem pretensões), hum... e de fato realmente havia alguma coisa no ar e já a muito tempo. Podia se ver em seus olhos, transbordavam alegria e transformava a chuva em poesia. Eram belas, atraentes, o simples ato de divertirem-se naturalmente já me atraia, a dança e seus corpos que não me escapava aos olhares, feito rituais pagãos cultuando os sons e a natureza numa Frequência de liberdade encantadora e ao mesmo tempo tentadora. A água em seus corpos, a sede em minhas órbitas que escorriam. Dançavam! Como se o amanhã não existisse banhando-se e purificando suas almas, os corpos com seus movimentos atraindo o calor que em nossas veias era vida, vida que também irradiava nossas auras numa mesma sintômia e frequência. Giravam, belas e graciosas entre elas, umas dentre as outras e haviam outras com seus bambolês que em seus braços erguidos ao céus giravam seguindo o caminho de seus pulsos e percorriam as curvas e linhas de seus corpos. O raios ramificavam as gotas em um céu azul onde o matiz cinza fazia-se mutante com seus clarões, era a união do som ao som natural da arte e da criação, de trompetes a pratos celestes, da voz ao trovão universal onde a água se fazia presente como um presente naquele momento onde até mesmo as duas crianças se divertiam a correr sob os olhares de sua mãe. É, sim. Ainda me lembro. Os olhos? Os olhos da garota que o vento soprara e carregara seus cabelos? Talvez transformara-os em moinhos de vento. Os olhos. Ahhh os olhos. Estes irradiavam o meu olhar. Era como se ninguém estivesse ali, apenas ela em seu espaço único particular. Sim, eu podia ver. Era a natureza a regar suas belas e lindas flores a liberar seus encantos e aromas, era um bem que transbordava, uma chuva que lavava e limpava. Sim! A alma. A alma nua. Uma coisa boa, uma sensação com a qual a chuva se misturava. Sim! Era um carinho pelo qual a vida se expandia, um caminho, era o B.om de um dia, era uma coisa boa. Uma boa sensação.


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SOBRE AQUELAS COISAS...

Bom... é claro que algumas coisas eu não vou escrever aqui (lógico né!). Tem coisas que são só nossas, momentos e lembranças que... ah... ...não são para serem compartilhados com ninguém. Pois é, a gente guarda a sete chaves mesmo e as vezes só a gente é quem sabe disso ou daquilo. Segredo de túmulo sabe? Esse tipo de coisa. Mas é claro que no meio de tanta coisa escrita sempre tem alguma coisa que escapa. Éh... Aquelas coisas que não servem de bom exemplo pra ninguém, mas estão aqui, escritas. Bom, sei que cada um lê o que gosta e nem por isto vai sair fazendo tudo que lê né? Não é mesmo? Pois é! Sempre tem essas coisas e mesmo que muitos já tenham feito a mesma coisa, coisa parecida ou até coisa pior, algumas delas eu prefiro não escrever aqui. Bom... Isto aqui não era pra ser uma lembrança mesmo, era só pra lembrar que algumas coisas... mesmo eu adorando elas.


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JJr.