...EmContos...

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Trilha E Rastro De Ilha Lua.

Escuridão e o vento soprava forte sobre minha face onde até podia ouvir seu assovio. Feito ondas ele se esparramava em meu rosto vindo da direção contraria.  Sentado em meu pequeno bote a flutuar, velocidade continua, apenas a leveza, apenas a leveza, apenas a... Meus dedos ao tocar aquele negrume céu, líquido feito água gélido escorrendo de meus dedos, porém, sem peso, forma ou aroma. Aroma... aroma de vento, ventania e brisa. As nuvens? quando passávamos por elas meu corpo congelava, sentia o sangue correr por todo meu corpo ainda quente em um corpo congelado. O sangue e o fogo, um cale-se da vida. Eh... O vento, a sensação era deliciosa, voava em meu pequeno barco, barco de tecido que se molda e movimenta. Barco de retalhos lá na altura, a altura da lua, é cheia e clara, acaricia as sombras, clareia meu espirito que estava cheio e radiante mas não pesa. De estrelas que posso move-las feitas do mar e o brilho prata que se espalha em curvas na água purpurina adorada e também dourada. Sim! Se movo para os lados, apenas o tronco a força da flor que apenas cresceu em meio a guerra forjou teu tronco que era caule, tuas folhas que eram pétalas o teu perfume que és agora aroma do tempo. Apenas são folhas. Apenas são penas! Cometa Fênix que se aproxima sem medo, já foi homem, bicho, menina e mulher. Agora é ser! Agora é ser e sempre será! Sertão no céu, ser tão seu. A chuva e o vento, a Lua e o Sol. Sim! Assim.

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Sibilantes Sintonias.

...este Azul calmamente carinhoso com teu brilho, claro feito fita ao vento a girar em espirais e livre no ar bem próximo a esta Rosa linha ao movimento também a dançar no vento, brilhantes, florescentes e seus caminhos teus rastros se unindo. Era duas linhas e suas cores irradiando o ambiente, duas linhas luminosas. Giros, onde se tocam em comunhão, mesmo com velocidade, um grau de carinho perfeito a se acariciarem, as cores a se iluminar em matizes de um branco radiante demostrando a mais perfeita sintonia, o carinho e o amor, a pureza e o cuidado, o anseio e a união. A junção das matizes com calor seu calor a demostrar novos tons, saborosas sensações sensoriais, mais quentes e vibrantes a entrelaçarem-se em seus movimentos espirais numa dança onde Vermelho torna-se o amor em paixão e Azul transforma-se no poder e forças ambos mesclando o desejo com toda sua transparência, o instinto e o prazer, o pecado e o despudor, o desejo e o gozo. As cores se completam, ativas em em suas gamas, se transformam, onde a luz se expande e explode junto ao choque entre o clarão e a escuridão...


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Turbilhão De Queridas Cores.

...e la estava ele novamente em um turbilhão porém desta vez totalmente diferente e com outras sensações, em cores e alegria olhava aquele enorme cardume espantado, todo aquele cardume de peixes coloridos onde do lugar onde se prostrava podia-se ver como se fossem pingos de cores distribuídos mas sempre seguindo uma linha circular. Muito tempo havia se passado desde sua primeira experiência com este turbilhão nada agradável, porém quase nem se lembrava mais, certos incômodos não mereciam nunca serem lembrados e sim enterrados nas profundas águas do mar. O peixe dourado mergulhou ao contrário e ao subir rodopiavam feito pássaros os peixes coloridos cada um em seu cardume de cores interligados por suas castas. Subia e deixava seu rastro de luz que reluzia no brilho das escamas dos outros peixes.
Neste momento passava pelos peixes púrpura que seguiam seu caminho em uma continua fila espiral, ao deslizar de seu caminho transformavam-se em uma casta de coloração vermelha e o faixo de luz dourado seguia ao aproximar-se da mudança das castas de mais cores. Aproximava-se agora da colônia amarelada. A partir de suas colorações eles iam saindo de sua direção também formando um novo espiral mais lento em movimento ainda maior em sua totalidade, laranja, amarelo, e o caminho já transpassado modificava sua cor feito aquarela quando entra em contato com a água, verde claro, verde, notou que quando encostava em outros peixes eles também adquiriam sua coloração dourada em meio aos pontos coloridos, azul, azul marinho, azul petróleo e fora arremessado para fora d'água com uma força que o jogara até as nuvens e foi lá onde perceberá que a semelhança com as águas daquele mar eram demais, desde a coloração que se modificava com o por da Sol que se aproximava...

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Sons São Palavras & Sonhos.

...a pequena garotinha de vestidinho em forma de bolinho rendado com pequenas letrinhas espalhadas por todos os lados. Tinha um pequeno aparelho que ganhara numa noite a muito tempo atrás de alguma fada arteira e ao mesmo tempo muito esperta que lhe dera o presente pois sabia da sua dificuldade em ouvir claramente a realidade. Seu pequeno aparelhinho tinha o formato de concha, um pequeno fio em formato achatado de lingueta onde em sua extremidade havia um pluge de borracha que encaixava-se em sua cabecinha enquanto a conchinha parecia ter sido feita perfeitamente para sua orelhinha. Acordou num belo dia com este aparelho sem saber de onde viera mas também sem ter a menor dificuldade em utiliza-lo. Toda entusiasmada ao se conectar percebeu as diferenças recorrentes, eram letras que flutuavam por toda parte, coloridas e algumas formavam até palavras. Mesmo sem ainda saber o significado das palavras decidiu que deveria estudar para aprende-las mesmo com suas dificuldades. Com o tempo ia se familiarizando ao aparelinho e todas aquelas letrinhas que apareciam a sua frente no ar onde ela agora podia também movimenta-las e até modifica-las com a aparição de seus significados feito um dicionário se assim deseja-se. Podia também desenhar com a ponta de seus dedos no ar ou em qualquer superfície que seu significado tornaria-se visível em palavras ou até mesmo as próprias imagens. Os sons e pronuncias a encantavam ajudando ainda mais em suas dificuldades. Seu pequeno aparelho possuiria muitas outras funções que ela descobriria com o passar dos anos e decorrer de sua vida.

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Por Tesouro teu Favor, Pote de Papel Obrigado.

Passou a passear.        Via-se então,         O que há no fundo do copo?         Estão em toda cidade?
Estão instalados!        Pobres ilhados.                   Por favor!                       Papel a procura de cobre.
Seca nossa sede!         Por Caridade!                  Sentes aqui?                                             Sim! Sentes.
Sentes frio?               Sentes Passar,                Sentes Passado         e           Sentes Saudade Perdida.
Há tempos            não  sentes a família.          Sentes TUDO!                                            Mon Dieu...
Sentes frio                  desse liquido,                 não se recicla.                                     Se recicla o que?
O cobre ao café,                                    O cobre que não cobre a fome!                      A noite, o cobre,
o copo não cobre o frio.                             
E tudo necessita cobre!                                     Mon Dieu...
Passou e pensou a passear.                          Copos de sem nada.                                         Sem porte.
                                                                                                                                                                 Passa.


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Choeur Du Mouvements Et Musique Du Coeur
(Coral De Movimentos Em Partituras Do Coração).

...adentrou-se ao corredor com o som, que vinha ressoando acompanhando-a chegando sempre primeiramente que sua presença. O Toque de seus saltos ressoavam ao caminhar de seus passos nunca a deixando sozinha em um belo par vermelho. O piso, provavelmente muito bem conservado por seu tempo a vários passos e compassos. O teto, todo decorado com pinturas de uma mesma época, talvez renascentistas onde acima ao fundo via-se um velho senhor com um belo globo terrestre encostado a seu pé e jovens mulheres prostravam-se atraz do mesmo a escutarem algum tipo de história que vos contava apontando-lhes alguma coisa. Parou na soleira da enorme porta e permaneceu a observar. Totalmente a rigor com seu negrume brilhante em verniz e iluminava imponente com sua beleza todo o ambiente. Sem hesitar seguiu até ele em seu compasso melodioso a proporção daquele silêncio que ecoava. Ao chegar contornou-o e sentou-se no pequeno acento de fórmica, sua almofada numa cor purpúrea avermelhada quase hipnotizante lhe chamava a desposalo sobre sua estrutura vitoriana e seus traços também visíveis de sua época ainda muito bem preservado em seu negrume brilhante e as curvas em seus apoios onde sentou-se e fechou seus olhos, inspirou e expirou calmamente trazendo-lhe a lembrança das belas vozes de seus companheiros que se encaixavam perfeitamente feito linhas que se entrelaçavam e as outras que seguiam sempre adjacentes expandindo-se no ambiente além de seus maravilhosos ecos que completavam a junção em perfeita consonância. Iniciou seu movimento pela mão esquerda calmamente, seus dedos tocavam as pequenas teclas negras como se viajassem a deslizarem em trilhos sinuosos porem lentamente e diante de um súbito movimento sua mão direita encontrou-se com suas parceiras brancas astuciosamente onde seus dedos voavam rápido e livremente sem necessidade de volume a teu som. Tuas belas costas largas chamavam minha atenção onde os cabelos louros sobre tua pele branca prostravam-se a seguir o compasso de seu corpo movimentando-se alegremente embalados pela agradável melodia que demostrava e irradiava toda sua alegria em momento de lembranças minhas.

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Do Ramo Do Sambódromo Do Morro Fevereiro Nacional Em Carnaval.

Ahh! E lá vem ele      com toda a sua beleza,     O SAMBA,     nosso velho samba. A realeza!
E O BRILHO     nessas arquibancadas que vão ao delírio     é sem igual!
Tá na ponta da língua,     samba enredo na voz, nos pés e na palma da mão.
É ginga, é graça, é raça!     Também concorre a taça.
E no galpão, isto é só ensaio?
Nossa feijoada e cerveja,     mania BRASILEIRA de quem festeja!
Hum... nossa comissão de frente.    Quem é ela?
A ALEGRIA! Chega mais rápido que raiar do dia!

Nossa panela de pressão tá sempre no ponto!
E É GOOLLL.     O sambódromo iniciou!
A gente lota o estádio     todo Santo Fevereiro     E É NO BRASIL INTEIRO!
pra ver o velho samba no pé!
E o estádio é aonde a gente esta!    Qualquer lugar é bom pra CARNAVALIZAR!
Aquela multidão a cantar     tem lágrima e emoção.
Ai meu Deus, HAJA CORAÇÃO!
Passa,     passa ela na passarela.     Óia lá!
Majestosa.
GOSTOSA     em nosso popular linguajar.
Eleva o samba na batida dentre pernas e plumas    
nada esconde tuas curvas.
Quando passa, quem acompanha ela?
TODA A BATERIA VEM ATRÁS DESSA BELA!     A MULHER TEM PODER! Leva a bateria por toda passarela sem perder a pose e no tamanco mantém o compasso.
É UM ARRASO!
Eita, ÓIA O SEU CARNAVAL!

Tem bloco em todo lugar, as baianas e seu tabuleiro vem girando, as sombrinhas brincam e não se cansam de voar pra lá e pra cá, o trio     desfila com aquela multidão em seu cordão
enquanto o Boi?     IXE MARIA!     Esse roda o Maranhão todinho.
É DANÇA, É MÚSICA E É GINGA!! É A NOSSA LÍNGUA!
Ouviu? Quem ouvi vem de fora pra ver! E ELES VEM!
De todo lugar pra ver nossa panela de pressão ferver!
Tem tempero estrangeiro nela! Essa é a NOSSA PASSARELA,
bota mais água pra ferver.
O suor?     O suor da comunidade que passa nessa passarela com o coração a mil?
Hum...     NÃO TEM IGUAL! É SÓ NO NOSSO BRASIL!

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Casulo Casa Coração.

Pousava no portão de sua escolinha a pequena borboletinha  e sua mochilinha de asinhas. O que lá dentro continha? Não eram números nem sinais de operações e sim seu materialzinho todo preparado e muito bem cuidado por sua professora fada com seu alegre coração. Era muito caprichosa e queria ser como sua professora pois assim como ela havia ensinado depois de largatinha a se tornar borboletinha viraria uma bela fadinha. Entrando em sua escolinha a pequena borboletinha aprendia sua lição não com muito esforço e sim prestando atenção, o que era primordial para que seu coraçãozinho aprende-se todas as coisas boas que necessitava neste belo casulo...

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Alegria Normalmente Natural.

Lá vinha mais um raiar do Sol e todas elas alegravam-se com seus vestido pétalas radiantes, a luz e o calor do astro rei iluminava-as em seus canteiros. As flores, ahh as flores, lindas, coloridas, de vários tamanhos, aromas e cores. Os pássaros, estes iniciavam suas canções de alegrar os corações em seus palcos naturais e logo ouvia-se a brisa e o murmúrio de todas as flores que se tornavam as mais belas bailarinas. As borboletas plainavam em meio as flores a desfilarem toda sua beleza ao som da canção com o bater de suas asas hipnótico e cheio de graça. As abelhas festejavam com as flores e produziam seu doce alimento que adoçava a vida e os sentimentos. Todos eles e muitos outros mais divertiam-se e faziam a maior festa numa comemoração natural de um ciclo continuo normal...

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4 Br1nc4d31r4 D85 Núm3r05.

Era o dia da brincadeira dos números, rodando veio o 0 com sua forma redondinha a girar, o 8 resolveu ficar deitado para descansar era um número muito preguiçoso e assim o número 6 reparando-o e também se ditando o chamou de infinito, logo veio o 5 a se requebrar parecendo a letra S e montou-se no número 6 gritando: Upa! Upa cavalinho! o número 9 resolveu fazer a mesma coisa e ao número 7 montar-se em cima dele deu-se um barquinho com sua vela. O desenho e a forma dos números era engraçado e eles começaram a lembrar também das letras e suas formas que eles achavam diferentes e estranhas até então, mas agora percebiam que cada um sendo letra número ou sinal tinham suas diferenças e suas famílias e quando uniam-se faziam "mágicas" maravilhosas, ao se juntarem podiam virar de tudo que se podia imaginar, desde instrumentos musicais, nomes das flores, doces, estrelas, planetas, e até palavras de brincadeira com seus próprios sentidos criados...

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Um Conto Em Visão.

...na ausência da visão como as asas das borboletas são? Corações sem biquinhos e ao meio seu corpinho esticadinho de macarrão enroladinho. As nuvens no céu são como algodão, doce ou não, fofas e leves que as brisas em nossos rostos carregam para passear, conversam com o ar sempre a viajar de lugar pra lugar e ainda brincam de imitar! Sem formas exatas assim como quando não sabemos quais as coisas que coisas são. Sabe? Lá em cima é o chão do avião. Agora imagine um avião de brinquedo com muito fermento e muitas pessoas dentro, feito formiguinhas. De lá, no chão somos formiguinhas invisíveis onde só se vê os formigueiros, os prédios e nossas casinhas. Bolinhas de sabão? Ahh, bolas de sabão são como bolinhas transparentes onde você vê o que está por traz entre cores de arco-íris, são tão sensíveis que estouram facilmente. Ploc! Já se foram! Hum as cores e o arco-íris? Isto sim é difícil de explicar. Tentarei mas não sei se você entenderá mas vai imaginar!... (...cont...) ...para quem o dedo enxerga em pontos existe o valor da imaginação.

Obs.: compartilhe suas idéias neste conto comigo do quê você pode vêr.

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Em Significados Palavras se Transformarão.

...e lá se ia o menino do alfabeto junto a sua professora, caminhavam com seus pequenos baldes de letras coloridas pelo corredor extenso completamente branco como uma tela pronta para ser produzida, o solo todo xadrez onde ele brincava de casa em casa. O menino reparara que não havia luzes neste corredor, porém, ele era completamente iluminado. Ao entrarem na sala ao final do corredor viram-se envoltos por uma sala totalmente colorida em cores do arco íris primárias e secundárias, lá debruçaram-se e também a seus baldes, logo o menino percebeu que seu balde continha várias letras repetidas e coloridas que faziam parte de sua vida com seus próprios sentidos e explicou a professora que continha apenas o alfabeto normal em seu pote, apesar das letras serem muito mais belas em seus formatos ele continha uma quantidade maior de letras onde eles resolveram uni-las com suas diferentes formas criando palavras que somente a eles tinham significados. O menino disse-lhe que poderia usar muitas de suas letras pois algumas haviam perdido seu sentido há tempos e com isto poderiam criar novas palavras. Sem notarem, fora do ambiente onde estavam as paredes do corredor que eram totalmente brancas tomavam novas formas com suas palavras... 

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Uns Vem, Outros Vão & Deixa-se Ir Por Fim


Assim são, enquanto uns vem, outros vão, feito pássaros, de suas famílias distantes, outras nem tanto. Da saudade que uni a todos, sentimento igualitário que transita de qualquer lugar a qualquer lugar livremente, deste sentimento que germina agora/ontem/amanhã também onde estamos quando não mais estaremos se já estivemos. Em paz aos pássaros alimento, as árvores descanso o vento, canto ao amanhecer em linguagens, sopros, assovios, etnias e culturas, a cada seu caminho uma bússola interior, mapas a paradeiros onde prostrados repousam pequenos Budas, Hienas ao Sol dentre pessoas de diferentes moedas a água de pedidos nas palmas de mãos e mentes. Pedidos são pedidos e perdidos, são uma nação não importando o lugar assim universalmente conosco estarão. Hoje aqui, amanhã talvez, em outro amanhã os dias e horas como ponto de parada, chegada e ida. Ao vento repousam paisagens e lembranças, árvores, flores, ladeadas ruas, casas, pairando como nuvens só de visita na mente, cidades de pedra ao repouso da subida, esforço da história em vielas e ladeiras. Em malas e bagagens vidas, em minas a realeza, riquezas, de senzalas cordas e ferramentas sufocadas, tuas igrejas e teus santos, nossos, de mártires ao ponto central patrimônio de inconfidências ao topo descanso de trilhas reais a moedas de ouro, tuas carruagens o sangue conquistador a monarquia. A vista ao parque em contos de escribas mineiros, mãos a pena pepitas de ouro preto a tinta. Estadias em dias que se vão.

Pousada São Francisco de Paula - Ouro Preto M.G. - 2013/2014.

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O Nascimento Do Besouro.

Escuridão, o negrume da visão, a carapuça com sua textura negra e dura com teus desenhos em filetes de linha dourados eram o embrião de seu nascimento, a teu esforço movimentava-se lentamente membros de visão e tua fronte descobria-se.
Primeiro olhar: troncos amarronzados e umedecidos pela noite onde as folhas reluziam o brilho noturno que ainda desconhecias. Trepidavas teu corpo que pulsavas e partes/pedaços de ti reconheciam a vida circulando em teu ser.
Primeiros movimentos: descolavam-se do corpo suas patas irrigecidamente hasteadas e podias sentir o leve toque do ar ao devagar movimenta-los ao chão.
A perca da imobilidade: raspava a superfície que tornava-se lama caudalosa onde teu corpo jazias e impelia o rastejo na descoberta de tua força onde teus membros irrigeciam-se agora lógicamente por si e seus comandos.
Desfixação do inerte pela gravidade: seus quatro membros agora impulsionavam a força de teu corpo onde o mesmo debatia-se ao chão, despencava de tua força com ruindosos sons a seu retorno a superfície repetidas vezes.
Primeiro descanso: sentiu exaurida sua força e manteve-se novamente fixado a lama onde paralisado utilizava seus membros de visão também escutando os sons e definindo distâncias a partir dos auriculares. Logo retomara a calmaria interna e novamente iniciara sua movimentação agora precisa aprofundando-se mata a dentro onde pequenos filetes de luz movimentavam-se calmos. Não sabia se os movimentos eram dos pequenos raios ou da folhagem que modificava seus tons em gamas.
Primeiro contato: Aos movimentos distinguia um novo ruído recorrente e vira que partira do brilho que movimentava-se também ao solo sem direção em varias posições, aproximou-se e adentrou com seus quatros membros sentindo a mudança  em seu corpo que agora pesava aos movimentos com a sensação gélida e logo notou que tinha uma direção forçosamente induzida, porém o brilho não acompanhava estando sempre disperso e ao tirar suas duas patas que tornaram-se superiores/frontais e estendendo-as pode notar que voltaram a ter a mesma densidade anterior, movimentando-se ao sentido dos brilhos com o prazer das direções inexatas dançou ao som da água corrente. Piscavam-lhe os brilhos em tua dança feches de luz que o encaminharam a direção do céu já todo iluminado onde  encantara-se com a visão tuas novas cores e logo movimentava seus membros na direção do mesmo que com teu frenesi  dançava tentando alcança-lo entre rodopios e passos na água que agora ofertava-lhe a luz do dia para poder ver e sentir flores que muitas das vezes boiando escondidas pela escuridão em diversas cores e direções tocaram-lhe sem saber delas. A continua dança libertara-lhe novos membros de leveza atrás de si, tua carapuça-vestido a farfalhar agora asas...

Baseado no Espetáculo de Coreodramaturgia:
"A Flor Boiando Além Da Escuridão"
"Homenagiando Kazuo Ohno."

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Visão, Sabedoria & A Experiência Nas Mãos.

...Krok era um sapinho diferente que de certo modo alguns dos animais até estranhavam. Olhos amigáveis e apaixonantes carinhosamente questionadores, patas finas e muito leves onde ele se deslumbrava com seus próprios movimentos principalmente a cada nova descoberta. Era do tipo que subia em árvores e adorava banhar-se mergulhando  no pólen das flores, brincava com os tatus bola que para ele eram seus amigos bolas de gude e recortava as folhas dando relevo a elas montado suas estórias, quanto maior a folha mais se fascinava pois adorava manusealas e isto prendia totalmente sua atenção o que era uma coisa difícil de se fazer pois Krok não conseguia ficar parado por um minuto. Muitas das vezes nem mesmo ele sabia o porque se diferenciava mas alguns dos velhos e sábios animais conheciam-no muito bem por sua experiência dos tempos já vividos e mantinham-no sempre perto dos outros. Com seu jeito meio desengonçado de se movimentar cativava a todos os outros animais, alguns até estranhavam porem ele mesmo não se importava. Krok tinha dificuldade em algumas coisas e situações que pareciam simples aos outros mas isto já fazia parte de sua personalidade e seu modo de pensar que com o tempo sabia-se  que iria amadurecer, porém, um pouco mais lentamente que o normal para os outros animais mas os velhos e sábios animais sabiam que Krok seria esperto por sua forma de ser e jeito de ver as coisas...

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Botões de Flores, Encantos Fadas Instrumentos Fazem.

...era ela, a pequena Fada de Olhos Crisoprásio. Montou em seu pequeno Besouro Negro para sua busca ao Escaravelho dourado. O caminho seria longo pois o Escaravelho era tido como nômade e ela tinha visto-o poucas vezes. Em seu caminho conhecera os Grilos e Cigarras cantantes que enfeitavam-se com belas folhas e pétalas de flores e desde então acompanhava-na em sua trajetória a vários lugares com suas graciosas melodias. Alguma das vezes podia-se ver o reluzir do Escravelho Dourado ao Sol e até senti-lo soar suas melodias. Em seu caminho a pequena fada encontrara marimbondos e gafanhotos que muitas das vezes encobriam o céu atrapalhando sua busca porém a pequena fadinha era muito bem protegida por seus amigos que a distraiam divertindo-se enquanto não alcançava seu propósito entre seu caminho de tambores botões de flores e trompetas de casulos de lagartas. Sabia-se que o Escaravelho Dourado sentia-se atraído pelo som e foi por isso que ela o encontrara algumas das vezes conhecendo-se...

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Devorador de Significados.
...o pequeno livro em branco devorava palavras e preenchia suas folhas ordenadamente numa velocidade extraordinária, os sabores eram seus significados difenciados e cada vez mais o pequeno degustava sua expansão aprimorando-se a organizar suas palavras  alfabeticamente, não sabia o porque mais fazia isto instintivamente até o momento que se fartava. Num belo dia foi colocado numa prateleira onde conheceu outros livros que percebeu também terem muita fome, porém estes eram de tamanhos diferentes e maiores além de suas belas capas algumas já envelhecidas e de materiais que ele não conhecia. Dicionários, que explicavam os sentidos e significados das palavras e até a diferença entre os mesmos ao pequeno devorador lhe foi explicada. Este percebeu que não saberia tudo que havia nos outros, que certos sabores não seriam degustados porém continuou a alimentar-se pois seu cardápio ainda era infindável...

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Agulha & A Linha.

...tateia a linha que lhe é ofertada, não borda sem caminho ou ponto. Emaranhado de linha cega e agulha que a ponta dos dedos fura desenha sangue sob a linha criando a dor a encaminhar-se ao rancor. Linha leve e clara conduz forçando a visão ao trabalho ser de inserção a sociedade. Ofertamo-lhes dedais que usados serão quando aprendido bordando um novo caminho...

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Valsa Aquarelada.

...reverênciou sua linda e pequena dama ofertando-lhe sua mão ao encontro com a dela que agradecida aceitou a união com seu belo e radiante sorriso quem encantava todo o salão (mesmo que vazio) com sua estrutura barroca pintado aquarelado com belos tons pastéis. A linda e pequena dama estava com um vestido vermelho escarlate enquanto ele usava um terno cinza claro com um chapéu cinza e uma faixa preta que combinava com sua gravata. Ela, iluminava todo ambiente com o brilho de seu vestido, olhos e sorriso. Passou sua outra mão sobre sua cintura singelo e carinhosamente sorrindo com os olhos que também brilhavam, conduziu-a lentamente a dança com sua mão esquerda em semi-círculos com o retorno do passo para traz assim sucessivamente. Flutuavam como duas plumas no salão onde as cores misturavam-se lentamente como se vivas. Olhares e sorrisos carinhosos encantavam todo o salão iluminando-o. Parou lentamente e levantou sua mão junto a dela na mesma velocidade rodopiando-a a aguardar o momento onde a volta terminava e tornavam a olharem-se fascinado por seu belo sorriso. Ela aproximou-se devagar encostando sua fronte a dele onde ficaram parados por um longo tempo a observarem-se entre graciosas conversas com seus olhos...

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Um Canto De Amor.

...os olhos sorriam brilhantes enquanto seu rosto iluminava-se exalando todo carinho do mundo. O coração irradiava sensações que já não cabiam dentro de seu corpo. Entre os dois era impossível não escutar a música fluindo de seu corpo, os passos não tinham mais controle pois eram totalmente espontâneos e os dasafinos eram irrelevados por pura alegria soando continuamente sem compasso algum criando uma melodia sublime. O beijo como canção paralisou todo o mundo a sua volta segurado pelo abraço afinado, carinho em maior e amor sustenido. Somente os dois podiam ouvir a canção, porém qualquer um podia notar a harmonia...

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Final Feliz.

...olhou para o "Amor" armado como se fosse um adversário cheio de "estratégias estudadas e decoradas", abaixou sua cabeça e sentiu uma lágrima escorrer. Decepcionado virou-se dando suas costas e foi embora dando a vitória ao Amor.

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Caléndoscópio Braile.

...abriu a porta e o vento gélido passeou sobre sua face roubando-lhe expressões não muito agradáveis, o frio intenso demonstrava que estenderia-se pelo resto da semana. Desceu os três degraus que dormiam sempre inertes a porta de sua casa e seguiu seu caminho ao centro da cidade. Não havia ninguém pelas ruas e o silêncio era assustador sem os carros ou pessoas a trafegar fazendo com que imaginasse estar a sonhar. Caminhava lentamente e ao virar a esquina conseguiu visualizar o primeiro sinal de vida (ou segundo contando com sí próprio), um cachorro que estraçalhava a sacola plástica encostados a um poste onde da distância que encontrava-se já anunciava seus odores. Suas mãos estavam frias e os dedos doíam pelo vento gelado que mordia-os. Ao aproximar-se do cão sentiu repulsa ao ver os enormes espaços em seu corpo feridos e sem sua pelugem dominados pela sarna que alimentava-se do mesmo, magro e abandonado mostrou seu dentes marcando seu território de alimentação e logo afastando-se continuou seu percurso. Ainda não havia visto uma pessoa se quer até o momento que olhou para o outro lado da rua mais a frente onde encontrava-se uma pequena garotinha e um garoto, possivelmente seu irmão sentado ao meio da rua sobre a faixa de pedestres. A garotinha mantinha-se também inerte com suas vestes surradas pela sujeira e o tempo onde antes residia um semáforo somente a observa-lo. Continuou andando e sentiu-se seguido pelos olhares infantis até dobrar a esquina aliviado. O vento soprava incessantemente e ele aproximava-se agora da praça da cidade com seus belos bancos de ferro decorados com círculos em espirais totalmente vazios, o que era anormal naquele local. Olhou para a banca de jornal que encontrava-se fechada e foi ai que notou que tudo estava fechado, lojas, bancos e lanchonetes com suas portas fechadas e silenciosas causando um efeito amedrontador em sua mente. O ponto de táxis estava totalmente ocupado por carroceiros com seus carros cheios de papelão e o que mais lhes intessassem, incompreensível tateava por não enxergar mais as normalidades corriqueiras que a tanto estava acostumado mas querendo ou não aquilo também fazia parte das normalidades corriqueiras porém não suas. De súbito parou de andar e perdido em pensamentos e agonia olhou a seu redor e o vazio dominou sua alma destruindo a realidade mas mesmo assim não sabendo o que fazer mais continuou o percurso que ao chegar a frente de uma farmácia repetia-se aquela cena que cortava-lhe o coração a cada reprise, a velha senhora sentada com seus velhos farrapos e lenço na cabeça, seu bebê no colo enquanto as outras duas crianças sentadas ao lado brincavam despreocupadas com seus velhos brinquedos emprestados de seus donos após serem jogados no lixo...

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Chave Mestra.

...o garoto fora presenteado com uma chave mestra ao abrir suas portas por curiosidade e agora mantinha as que queria abertas onde expandia a alegria ao ver que outras pessoas adentravam nas mesmas pela mesma curiosidade. Escolhia aleatoriamente...

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A Tormenta e a Embarcação.

...ele velejava em teus olhos que ao piscarem criava ondas em seu corpo, boca como bússola sem rota, caverna perigosa. Agarrou-se ao abraço salva-vidas que desencadeava a tormenta afogando-o na saliva e suor salgado. Chocavam-se rochas eretas perdendo ainda mais o instinto de navegação. Algas adentravam sua boca inconsciente onde os calafrios amansavam o mar revolto ao mesmo tempo deixando mais feroz. Possuída pelo mar a embarcação lutava já imersa pela água por mais vida e força onde a respiração ofegante libertava seus olhares aproximando ainda mais a visão da morte. Ela como mar em revolta lutava para traga-lo com suas ondas barulhentas e revoltosas que cessavam sua força e maré descontrolada após invadir o casco da embarcação numa luta que esgotava-os a cada minuto pelo esforço. Invadindo-o, invadindo-a a morte se aproximava. Afogara-se no mar já calmo em exaustão como leito, seu paraíso...

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Memória Ótica.

...fotografara óticamente ao decorrer de sua vida desde conhecidos, desconhecidos e situações onde mantinha um arquivo imenso destas fotos. Muitas destas fotos jamais seriam revistas mas era o carinho por elas que as mantinham intocadas, pois tinha seus motivos para capta-las. As vezes conseguia revê-las, limpa-las revigorando-as e aumentando seu valor nos detalhes. Eram imagens de valor sentimental guardadas em vários relicários de sua ótima memória e era quando encontrava estas fotos que estavam perdidas no meio de tantas outras que satisfazia-se revivendo-as e adicionando aos álbuns de momentos contínuos...

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Desejo Magnético.

...ele adoraria caminhar com ela pelos belos calçadões cariocas mesmo não conhecendo-os ainda por um dia inteiro. Passearem e sentarem-se a beira do mar admirando as duas belezas. Havia um magnetismo em sua mente que o fazia pensar nela, seus belos ombros desnudos que ele já havia contemplado e seus olhos que acreditava serem verdes ou castanhos claros, grandes e curiosos como de uma criança segurando o sorriso em linha muito bem delineado com os seus lábios fechados. Gostaria de sentar ao seu lado e observar seu gestual e mãos movendo-se com sua personalidade. De acordo com suas funções era uma pessoa de fácil comunicação e provavelmente agradável a qualquer tipo de conversa e assunto, porém analítica. Gostava que desvenda-lhe entre linhas silênciosas enquanto ele desfrutava-se com sua leitura. Um dia inteiro seria o necessário para conhecer seu jeito moleque e ao mesmo tempo maturo que só poderia ser desvendado com o decorrer do tempo onde os olhos reluziriam seu fogo interno de intenções que muitas das vezes eram difícil de perceber em pouco tempo de contato pois sua simpatia sobressaia-se inicialmente esquentando as brasas com o espelho onde os olhos iniciavam suas traduções íntimas. Não se passava de uma vontade e sim de um desejo que de quando em quando assolava-o e quando menos esperava esta lá ele escrevendo para/sobre ela. Ela respondia em diálogos totalmente femininos insinuando provocações ao seu desejo...

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Sombras Excitantes.

...dançava para a Lua invocando sedução com seu balé no gesticular das mãos, o corpo movia-se vagarosamente como a serpente que hipnotiza a presa. Nua a luz da Lua seus raios projetavam suas silhuetas encantadoras e atraentes enquanto a fogueira reluzia em seu olhar e feição transformando-a em uma predadora que enfeitiçaria qualquer olhar masculino. Logo os movimentos das mãos transformaram-se em movimentos do galhos de árvores e suas folhas sopradas pelo vento. A dança intensificou-se desordenada onde a Lua observava e irradiava ainda mais sua beleza, o bailar despreocupado expandia seu mundo interior numa mistura entre real e místico. As chamas inebriantes percorriam seu corpo seduzindo-a ao toque inexistente e deleitavam-se com seu suor enquanto dançava incessantemente liberando paixão e prazer. Sua beleza irradiava todo o ambiente onde seus cabelos esvoaçavam-se liberando o puro perfume de alfazema. Dilatava-se como se aberta a todas as sensações até o momento do Eclipse onde cessou seu dançar mantendo-se ofegante com seus olhos relaxados e brilhantes em puro êxtase a observar a união do Sol e da Lua sublimes e vagarosos...

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Seletoróriamente.

...ondas de auto falantes piratas capitadas perfeitamente no exato momento porém com a interferência de ruidos cotidianos mantém o errado certo sinestesicamente por seu conteúdo nocivo. A força potente que se não dominada pode causar estragos permanentes sendo remediados apenas pela coerência que tenta ser auto inflingida magnéticamente pela frequência contrária e "predominante" causando caos tumultuoso a receptores inapropriados a carga exacerbada. Disfraçadas ao receptor denunciam a verdade que não pode ser vista causando um efeito borboleta pela magnética sintônia unificada com sérias consequências a matriz consolidada. Seletores na mesma sintônia captam as frenquências perdidas que ecoam e intensificam-se continuamente pelo elo permanente utilizando-as pela mesma intensão...

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Espaço Tempo Em Movimento.

...prostrou-se de joelhos e cruzou suas pernas, o ambiente era calmo e nada mais importava ao seu redor, silenciara seu mundo ao fechar as órbitas e não demorou muito para desligar-se da realidade. Ao abri-las novamente flutuava numa imensidão clara que ofuscava seus olhos mas não a ponto de feri-los, tempo e espaço movimentava-se deslocando o ambiente como nuvens vagarosas sem rota e a brisa soprava sobre sua face. Em sua inércia o ambiente movimentava e transformava-se em um espaço líquido onde as cores translúcidas começaram a formar-se e dançando belos passos delicados espalhavam-se pela atmosfera tingindo-a vagarosamente, uniam-se e transformavam-se em cores mais vividas e lisérgicas. Tentou toca-las mas não conseguia se mover, sentia apenas seu coração quente como aço sendo forjado que chegava a reluzir no peito. Deliciava-se com o espaço tempo em movimento que planava sobre seu corpo acariciando-lhe a pele como suaves plumas. As cores espalharam-se e o ambiente continuava reluzente e ainda agradável a visão. Pequenas gotas de cores bailavam come peixes vagarosos...

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Admirador De Escolhas.

...abraçou fortemente as costas semi-nuas de sua mente supondo-a como uma mulher totalmente realizada. Enroscando suas pernas com desejo imaginou seu trejeitos e inteligência onde as mãos curiosas deslizavam seguras de si mas com seus fantasmas internos que gemiam humanidade. Contornava suas linhas muito bem expostas com sua língua. Exótica e esguia era o tipo de mulher que atraia homens de poder que utilizavam o mesmo para suas conquistas. Forçou ainda mais a união do corpo quebrando este interesse e acariciou vagarosamente sua literatura com o olhar que descrevia seu gosto por personagens com teor psicológico fragmentado e misterioso. Não tinha mais o controle do corpo em movimentos unidos e quentes que desvendavam suas escolhas e cotidiano. Mordia-a levemente ao descobrir seu gosto apurado para homens e percorrendo todo seu corpo libertava suas bagagens assimiladas durante a vida, onde seus pêlos arrepiados transcreviam suas entrelinhas entre uma mistura de ficção e sua personalidade real. Um orgasmo culto de sabedoria dilatava seus olhos enfraquecendo-os e deixando-os mansos...

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Noticia Extraordinária!

...pegou o jornal e ao ler o primeiro parágrafo não gostou do que via pois a mente humana é capaz de imaginar as situações mesmo sem imagens como referência. Neste exato momento pensou e decidiu criar sua própria notícia com um conteúdo agradável não só para sí mas sabia que não mostraria sua noticia a ninguém. Entre este meio tempo lembrou-se dos tempos de escola onde a lição de casa muitas vezes eram recortes e colagens de palavras. Pegou a cola, papel e tesoura desejando criar uma manchete com palavras avistadas momentaneamente sem rascunho algum. Começou a desenvolve-la recortando palavra por palavra colando sucessivamente criando o conteúdo desejado. Recortou palavras como sorriso, alegria e felicidade montando os lábios sorridentes pela folha pois não precisava de gravuras para demonstrar um sorriso onde a alegria deveria transparecer em sua notícia. Observou as palavras coloridas e começou a recorta-las formando um lindo arco-íris de coisas boas. Ao terminar observou a folha e percebeu que o espaço ainda era pequeno para as todas estas coisas e assim como na vida não haveria espaço para tudo mas com certeza eram melhores serem vividas, lidas e lembradas...

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Doninha Joaninha De Bolinha.

...e lá vinha Doninha Joaninha toda bonitinha com seu vestidinho vermelho de bolinhas pretinhas, sempre vagarosa desfilava entre as Flores e deleitava-se com as vestes da Rosa. Era charmosa com seu jeitinho meigo e faceiro ao passear pelo canteiro. Caminhava por todos os lugares curiosa e quando batia as asinhas nem sabia direito para onde ia. Encantadora era sempre "elevada" por seu carisma singelo e suas "pequenezas". Tão pequena, engraçada e serena não se preocupava com parceiros mas se aparecia se divertia. Nunca foi uma busca, sempre por acaso se acontecesse ao seu lado. Confundia um pingente, um brinco ou um enfeite como amigos e qualquer coisa era um deleite...

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Brincando.

...os ideogramas resolveram brincar e após algum tempo criavam-se as letras, símbolos e sinais. Logo se tornariam uma infindável coleção de caracteres unidas numa ciranda onde os símbolos, letras, ideogramas e sinais trocavam de lugar formando palavras, frases, parágrafos e até desenhos. Com o passar dos anos as brincadeiras foram sendo atualizadas, as letras lapidadas e embelezadas onde um belo dia os olhos, o cerébro e a boca resolveram unir-se a brincadeira e interpretar, onde o tato também participaria com o passar do tempo e assim continuariam por muitos e muitos anos divertindo-se, a quantidade de brincadeiras aumentaria assombrosamente e as linguagens seriam criadas e aprimoradas...

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Caçada Vã.

...sobrevoava as nuvens onde sempre sentira-se bem e refrescava sua mente atrevendo-se a bicar as nuvens com seu sabor de água límpida mesmo havendo sido recicladas pelo Céu, uma forma utilizada pela natureza desde sua nascença. Nos dias de Sol empoleirava-se com outros em suas algazarras divertidas até mesmo brincando pelo ar, escondiam-se em árvores, nadavam na areia como toalha e balançavam-se nos fios. Muitas das vezes visitava seus amigos aprisionados e alimentava-se com eles e mesmo apesar da distância entre as pequenas grades divertiam-se. Ao voar nos dias de tempestade era caçado pelas gotas e raios que tentavam aflingi-lo mas divertia-se com os ataques em seu voou como uma cruzada continua nos relâmpagos que iluminavam as nuvens e as fortes gotas que o acariciavam bruscamente a face e suas asas. Desviava contemplando a viajem. Sem paradeiro voava utilizando a sagacidade para manter sua liberdade. Já havia sido engaiolado outras vezes mas ainda mantinha-se livre, o por do Sol era seu quando desejasse. Nunca fora o único pois conhecia outros que haviam libertado-se de gaiolas mas sabia e nunca comentavam sobre isto pois o assunto era como uma gaiola do passado...

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Instinto Inextinto.

...talvez estivesse viajando em um mundo de Amor que já nem existisse mais devido a "evolução", mas o que importava realmente era que ele não era o único e podia sentir isto proporcionado mais alegria não apenas a si próprio pois os "reflexos" eram eminentes em alguns lugares. Por mais que dissessem que não havia espaço para este tipo de sentimento era ele que girava em torno da fé e construia tudo que já fora feito e ainda havia de se realizar em um futuro sempre infinito. Não se tratava de um sentimento mesquinho de disputas e sim da verdade que não poderia ser escondida porque sempre existiria alguém que trilharia o mesmo caminho não importando-se com as duras provas ou consequências. Sabia também que devia acreditar mesmo sem resultados visíveis pois não se tratava de uma questão de demonstrações e mais cedo ou mais tarde tudo fluiria naturalmente de qualquer ser pois todos carregavam este sentimento "em suas bagagens" por mais protegidas que fossem e isto era o mais importante. Era uma força que ultrapassava o tempo e nunca envelheceria ou extinguiria-se. Nem sempre os atos justificavam uma verdade universal mas todos sabiam que no fundo era ela que prevalecia...

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Doce Via Láctea.

...o astronauta subiu no seu foguete de suspiro e lançou-se ao espaço que na realidade não tinha muito espaço, somente o espaço necessário para transitar com sua nave. Espaço formigueiro onde as estrelas eram pingos de chocolate branco com seu aroma perfumando o ar. Cometas de bala de côco embrulhadas esvoaçavam suas caudas coloridas onde os planetas bolha de sabão mantinham suas órbitas movimentando-se lentamente. Brilhantes transparentes eram desviados com todo cuidado. O astronauta procurava chegar ao Sol de brigadeiro branco e crocante que estalava impedindo sua aproximação pois a Lua de maria-mole fraguimentos de seus achados e durante uma manobra perigosa encostou no planeta bolha de morango que estourou. Gotículas derreteram sua nave como o céu da boca ao entrar em contato com o suspiro e as gotículas misturam-se ao chocolate negro do céu formigueiro que sopradas pelo vento tornaram-se um buraco negro de morango onde o astronauta foi devorado...

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Evolulivro.

...contavam crianças para os livretos todas as noites antes de fecharem suas páginas pois aguçariam elas quando se tornassem dicíonarios ou enciclopédias. Sempre se fechavam antes do final das crianças e as entrelinhas e subliminaridades logo tomavam conta da noite. Ao abrir das paginas lambuzavam-se de nanquim pois ao chegarem na biblioteca enriqueciam seu vocabulário com novas palavras, pessoas e até fatos que ao voltarem para casa descreveriam aos mais velhos (manuais, enciclopédias e até dicionários) tudo que haviam aprendido. Jantavam lápis de cores e giz de cera avolumando-se de cores e as vezes deleitavam-se com fotografias de sobremesa. Como de costume retornavam a contar crianças com suas mentes que não tinha limites para a imaginação, coisa que alguns adultos não possuíam mais. Haviam temas variados e difíceis que só com o tempo poderiam nutrir-se deles dependendo do que lhes agradassem mais após se tornarem livros...

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Seu Tempo Gira Sol.

...desabrochou pequeno subterrado, o escuro era sua imensidão e acreditava-se cercado pelo mesmo. Dias iguais nas profundezas nutria sua sede com as águas que por vezes visitava-o assim como alguns animais que mantinham sua morada agradável na medida do possível, mas o tempo era uma longa caminhada vagarosa onde ele erguia-se cada vez mais. A morada tornava-se pequena, seus pés acomodados fincavam raízes neste solo com o passar do tempo enquanto o corpo esforçava-se ao máximo abrindo caminho acima. Animais diferenciados eram avistados em sua escalada providos de membros que os faziam mais astutos, uns sim outros não e mesmo com toda a escuridão eram percebidos. Alcançou o topo abrindo uma pequena fenda para seu corpo e acreditava que era o final de sua longa caminhada. A Luz encantou seus olhos, podia ver o Sol brilhante e radiante emanando seu calor, a Chuva que a muito o ajudava transpondo as mesmas barreiras abaixo, nuvens e cores que não conhecia na escuridão. Logo percebeu que continuava a crescer e ficou maravilhado com a idéia de alcançar o Céu e as Nuvens. Começaram a ocorrer mudanças com seu crescimento onde novos membros surgiam de seu corpo. Braços que brincavam com as gotas de água e aqueciam-se ao Sol levando o calor por todo seu corpo. Chegou o dia onde notou que havia parado de crescer e passou alguns dias confuso sem saber o porque da situação. A resposta viria logo quando seu botão desabrochou e enormes finas petálas rodearam sua face. Sentia-se feliz pois ao olhar para o Céu todos os dias refletia sua beleza inspirando-se no Sol que sempre o iluminara e aquecia todos os dias...

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Do Campo E Das Cores Outras Flores.

...o Mamulengo caminhava com suas pernas de panos longos que flutuavam e esvoaçavam pelo canteiro de longos caules. Flores eram Borboletas e Fadas onde suas asas coloridas com o vento moviam-se disfarçadas. Pequenos olhos curiosos observavam o corpo esticado, suas pernas e braços pendendo com o remelexo do corpo que serpenteava de um jeito engraçado. Por ele até o céu podia ser tocado, o que as deixava fascinadas pelos pitacos de nuvens arrancados e devorados pela enorme boca na cabeça inflada. O sorriso era uma enorme curva em sua face e os olhos como dois grandes asterísticos que brilhavam, tinha enormes maçãs na sua face rosadas e pontinhos de sardas. O encanto delas liberava perfume que espalhavam pela brisa das asas, cochichavam ao roçar das enormes pernas a caminhar. Achavam engraçado tanta altura com um andar desengonçado e libertavam pequenos sorrisos como canções ao Mamulengo. Do céu azul borrado de salmão milhares de confetes açucarados ao chão despencavam misturando-se ao aroma doce das Fadas e Borboletas, banqueteou-se coloridamente deles com seus estalos quando mordidos até se fartar onde resolveu cochilar e ao chão se entregar. Dormiu e as Fadas e Borboletas bateram suas asas e sobre suas vestes infladas pousaram dando a impressão de que existia apenas uma enorme cabeça perdida ao chão e o canteiro como vastidão. Não mais pólen, agora alimentavam-se das nuvens que evaporavam pela roupa na tentativa de reformar as outras nuvens degustadas e gostavam do alimento que era como vento soprado pra dentro, esfriava seus estômagos como um pequeno furacão, ar dentro delas em movimento...

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A Fenda.

...saqueavam objetosNetunoArraias e Marlins. O castelo do Rei era protegido por algas que portavam-se como trepadeiras nos momentos de ataque envolvendo-o e protegendo-o por completo. Netuno tinha uma bela criação de Cavalos-marinhos e deleitava-se a ver seus belos a galopar vagarosamente pelo mar, liberava-os todas as manhãs para viajarem pelos sete mares e as vezes os acompanhava-os pelas profudenzas multicoloridas de seu reino. Em um destes passeios foram capturados pelos piratas que já os observavam quando possível. O Rei Netuno sentiu-se desolado ao saber que seus animais haviam perdido sua liberdade selvagem e estavam aprisionados onde logo os piratas iriam propor a troca, como já era esperado. Netuno que amava os animais não tinha escolha pois se tenta-se resgata-los seriam dizimados sem piedade. O Rei aceitou a troca sabendo que aquele problema não estaria mais sobre suas mãos. Com a chave na fechadura os Cavalos-marinhos fora libertados e a tranca foi aberta onde a fenda entre os dois mundo acabou sendo aberta totalmente e com isso a fechadura desaparecera e a chave não tinha mais utilidade alguma.Os piratas passaram para a superfície e espalharam-se pelos sete mares. Atordoado depois de muitas noites Netuno pegou seu tridente e saiu em viagem por seu reino até parar em um certo ponto apontado seu tridente e rodando rapidamente em direção a superfice criando uma fenda que sugavam quem se aproximasse com suas embarcações dela. Todos piratas que passassem próximos seriam tragados novamente para as profundezas do mar e não sobreviveriam pois a muito tempo haviam adaptado seus corpos para a superfície perdendo sua natureza natural de viver no fundo do mar. Batizou a fenda como Triângulo das Bermudas e sempre que possível sugava-os devolta as profundezas em regiões diferentes...

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Espetáculo Não RoteiriUzado.

...sentou-se em frente ao lago no vale totalmente arborizado na escuridão e fragmentou as cores do arco-íris com seus lápis de cores que do pó foram ao lago arremessados como pigmentos para tingimento. Atraiu as nuvens com movimentos imaginários puxando-as e mergulho-as nas novas matizes que formavam-se na água onde movimentou novamente os dedos em círculos com sua colher imaginaria colorindo-as. Olhou para o céu novamente onde sugou as estrelas para sua boca iluminando suas bochechas e soprou-as a água zunindo sem apagarem seu brilho. Chamou flores e folhas com seu redemoinho que rodearam-lhe e conduziu-as ao lago com movimentos bruscos. Ao unirem-se com a água a força do redemoinho misturou cores e aromas criando uma paleta com todos os tipos de cores desejadas e inimagináveis. Como algodão boiavam as nuvens encharcadas de coloração onde elevou-as novamente ao céu com suas novas tonalidades. Sugou um pouco do lago e soprou-o pela paisagem chuviscando tudo a sua volta e criando seu cenário. Soaram os tambores a retumbar ao longe e aproximaram-se lentamente seus atores vestidos todos de branco que mergulharam no lago a se banhar enquanto o vento soprava de todas as direções mas não ofuscando a visão. Ao saírem do lago o vento soprou purpurina e confetes que as roupas dos artistas uniram-se a tintura. Saltimbancos, bailarinas, malabaristas e trapezistas exercendo seu espetáculo ao brilho do luar que iluminava a purpurina e seus movimentos. Eis ai a peça sem roteiro, apenas utilizando a beleza da história como ato de criação onde os tambores e o vento improvisavam sua melodia.

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Caldeirão Das Águas Frescas.

...eram dias de intenso calor litorâneo, envoltos por água como num caldeirão o trabalho era suado na ilha criada pelos homens onde habitavam-se varias empresas de gases, oxigênio e combustíveis. Podiam-se ver ao longe os enormes recipientes tubulares como prédios de largura assustadora por sua altura. As tubulações passavam ao lado das pontes que interligavam a ilha ao mundo com suas estradas intermináveis. O tráfego de caminhões era continuo chegando a estremecer todo o asfalto que suava pelo calor. Ao fundo via-se enormes monstros ancorados as águas ocupando uma vastidão assombrosa a nossos olhares mesmo ao longe. Seguia-se mais um árduo e caloroso dia de trabalho onde os locais chegavam ao amanhecer e aconchegavam-se em suas cadeiras praianas de faixas coloridas próximos as pontes com suas varas aguardando presas em suas iscas. Como sempre, havia um local que destacava-se mais que qualquer um dos outros. O senhor de meia idade servia-se de sua astucia e era muito bem sucedido em suas tentativas atraindo a atenção dos demais. Jogava sua isca despreocupado e ao notar o movimento das prezas puxava sua ferramenta com tamanha velocidade que nem necessitava aguardar a tão esperada mordida, o anzol cravava-se ao corpo da presa que era içada até seu novo lar. O isopor havia enchido-se após mais um dia de trabalho que terminava para o senhor totalmente satisfeito. Contornando-se as pontes podia-se descer ao mangue onde outros locais capturavam mariscos e caranguejos. O ciclo das águas era interessante, ao dia a maré era baixa e ao anoitecer subia escondendo as rochas ao meio das águas. Iniciando-se mais um dia de trabalho, ao horário de almoço tirei meu uniforme e caminhei sobre a lama onde os caranguejos observavam com suas pequenas órbitas camufladas na lama escondendo-se ao me aproximar. Deleitei-me com a água onde o calor tornava-a ainda mais prazerosa. Sai da água totalmente refrescado e ao vestir meu uniforme reparei acima encostado na ponte a me observar o responsável a quem prestávamos serviço... ...meu progenitor... ...com um olhar nada agradável...

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Distantemente Perto.

...era um ilusionista que transformava o abstrato em concreto onde todos deleitavam-se com suas criações e perfeccionismo que espantavam. Criou flores salpicadas com outras cores e sabores, um céu de nuvens pastéis coloridas a se modificar e castelos transparentes com vida a se movimentar. Maravilhavam-se com o dom que espantava a si muitas das vezes. Postes de chocolate acesos por vaga-lumes, rios de vinho e folhas de caramelo jaziam em partes diferentes do mundo onde caminhava despreocupado mesmo sendo sempre encontrado ao tilintar de seus guizos escondidos mas chamativos a ouvidos atentos. Reinventara belezas que adorava mas nunca havia parado para pensar numa amada. Deu a ela cheiro de baunilha, olhar de criança, lábios de cereja com mãos de acalento onde criara um sonho formoso que deleitava-se vislumbrando acordado se perdendo no tempo. Esquecera-se de dar-lhe o dom da fala e da audição de tão preocupado com a beleza de sua criação. Não tinha massa, era pálida como um fantasma, a tristeza começou a domina-lo pois havia criado um ser para ser amado que nunca poderia ser tocado. Com a tristeza da decepção congelou-se pouco a pouco seu coração onde perdeu seu dom da criação...

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Caos Da Harmonização.

Pandora vivia na floresta e era um ser agradavelmente amigável, corpo de mouro com seus braços e dedos finos como gravetos, nariz pontiagudo com uma folha na ponta e sua vasta folhagem-cabeleira de samambaias que percorria seu corpo entrelaçando-se como cordas. Flutuava pelo solo vagarosamente onde quase não se notava os movimentos. Esquilos, pássaros e outros animais da floresta vinham saudar-lhe a todas manhãs onde ele deleitava-se com o cantar dos pássaros sempre alegriados. Mantinha-se totalmente pacifico até que um dia percebeu que estava sendo observado, aquela sensação era muito mais forte em seu habitat natural que reforçava seu sexto sentido. Dias passaram-se e a sensação continuou a preocupa-lo onde numa noite Mãe Natureza sintonizou seus sonhos e avisou-o do perigo que não o aflingiria mas sim aos observadores. Pandora não entendeu de início mas mantinha sua tranquilidade. Fechava seus olhos sempre que podia para sentir as auras que o rodeavam, ouvindo com isto seus pensamentos, mas somente os animais e flora mantinha-se próximos. Seres "inteligentes" surpreendera-no cercando-o depois de muito tempo a observa-lhe. Com um objeto reluzente ao olhar do Rei Sol inflingiram sua casca profundamente roubando-lhe sua seiva e partiram. Pandora passou dias paralisado e onde havia sido inflingido evaporava uma fumaça escura até o ferimento cicatrizar-se. Neste período os animais mantiveram-se afastados de Pandora pois Mãe Natureza utilizou seu elo com a floresta para avisa-los do perigo que os seres haviam cultivado a si próprios. Pandora retornou a seu estado normal após a cicatrização e sentiu-se muito mais disposto e leve onde a Águia e a Coruja partiram para observar a situação dos malfeitores com seus voos rasantes e rápidos. Ao retornarem contaram o ocorrido que espalhara-se entre os seres que haviam sido infectados pela seiva de Pandora que era transmitida pelo Sr. Ar. O sentimento de dor havia liberado todos os sentimentos semelhantes que havia infectado os seres por sua própria ganância. Após o esclarecimento da notícia, na mesma noite Mãe Natureza utilizou seu elo novamente explicando que ao fazer o mal a Pandora extraíram todos os sentimentos da mesma espécie que estavam estagnados sem a utilização e levara-no consigo infectando-se pela ajuda do Sr. Ar que achou o ato ultrajante. A leveza de Pandora dava-se devido a retirada dos mesmos sentimentos de si purificando-o por completo e espalhando os bons sentimentos por toda sua seiva...

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Vozes Iluminadas.

...toda multidão seguia na mesma direção como o fluxo continuo da vida e aglomeravam-se em volta ao parque onde dentro encontravam-se arquibancadas aos lados e o palco sobre o telão. Ao meio o grande lago circulava-se pela pista de passeio onde ao iniciar-se o espetáculo caminhavam em fila todo o coral até chegarem a seu destino e organizarem-se. Ao meio do lago encontrava-se a fonte com seus seis jatos de água e três de chamas que era circulado por quatro coretos flutuantes com globos iluminados e coloridos onde prostravam-se três tenores em cada e duas tenoras em um. Arquibancadas cheias no momento que as fontes jorravam água rumo ao céu e os canhões de luzes iluminavam-nas causando um maravilhoso efeito de cores sobre a água. Ao iniciar a música ouve a explosão dos jatos de chamas onde o clarão e o barulho iluminavam a área. Fogos de artificio explodiam ao longo das canções onde os tenores cantava-nas cada um em um idioma e as tenoras embelezavam o canto. O velho Noel tocava sua gaita de folio acima no palco seguido pelo coral de crianças e seus tambores reluzentes que gotejavam ao retumbar. A chuva de fogos embelezava o céu por todos os lados e os canhões sobrevoavam o céu com formas mutáveis cruzando-se e brincando no ar até encontrarem os jatos de água novamente onde os jatos de fogo explodiam incessantemente e cometas zuniam com sua chuva de prata enquanto pontos explodiam fragmentando-se em milhões de pontos. O silencio brotou e a escuridão dominou o local onde foram acendidas velas por todos nas arquibancadas a ponto de reparar a quantidade de pessoas no local. Os movimentos vagarosos embelezavam a escuridão ao som da canção. Nos globos abaixo dos tenores as cores modificavan-se de tempos em tempos e os raios dos canhões passeavam vagarosamente pelas folhagens das grandes árvores e de instantes em instantes os jatos de água explodiam. Os tenores tornavan-se iluminados por seus globos destacando as vozes do momento até a última canção onde a invasão de fogos tomou conta do ambiente finalizando o belo espetáculo que se tornaria inesquecivel a minha memória.

Nativitá - Gramado R.S. - 2010/2011.

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Arco Da Felicidade.

...como em todas a manhãs quando se encontrava por lá, levantara-se e sem tomar seu café dirigia-se ao encontro do mar não importando o tempo. Corria até ele numa velocidade moderada para não perder o hábito por dois caminhos diferentes que escolhia ao chegar no asfalto que continuava interminável seu curso dividindo areia asfalto e areia. O preferido era o da ultima rua onde ao final encontrava os enormes girassois quando em suas épocas e a árvore solitária e soturna envergada que o encantava. A lado do caminho seguia-se o córrego que desaguava no mar com seu lento ritmo. Com o tempo notara as mudanças do ambiente que no início era somente mata fechada e ainda virgem mas agora continha casas com suas pequenas pontes para atravessar o córrego. A última casa sempre fizera parte da paisagem onde descansavam os lindos e enormes girassois que escondiam-se de épocas em épocas mas voltavam a iluminar o ambiente sempre. Após a casa jazia o grande gramado do campo onde as traves mantinha-se sempre imóveis e logo mais a frente a enorme boca do mar com seu interminável sorriso de litoral a litoral. Aos poucos entrava na boca e vagarosamente banhava-se com sua saliva para acostumar seu corpo e logo era engolido e deliciava-se. Neste exato dia pode notar o inusitado acontecimento, um pequeno Arco-íris a sua frente que podia até ser tocado com uma alma invisível e suas cores claras quase transparentes que sumiam em alguns movimentos mas voltavam ao reflexo do Sol. Alegrou-se pelo fato pois nunca tinha visualizado tamanha beleza tão de perto. Estava ali na praia apenas para ele pois pelo horário não havia mais ninguém a se banhar. Mergulhou várias vezes passando pelo arco como se entrasse num túnel encantado a sorrir vislumbrado até satisfazer-se e voltar no mesmo rítmo da ida a sua casa agradecido pelo presente da Grande Mãe Natureza.

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Espaçodélico Sonoro.

Do universo negro inicia-se o piscar das estrelas de acordo com sua intensidade e explosões duradouras onde linhas multicores cruzam o espaço entrelaçando-se com suas diferentes velocidades em movimentos mágicos distraindo a visão e acompanhando o ritmo da pulsação universal rumo ao infinito. O zunido das órbitas é audível ao fundo com meteoros de passagem brusca e até a chocar-se causando o som da explosão onde a poeira ressoa cintilante. Rabos de cometas esvoaçam-se sonoramente ecoando. As linhas grossas e finas multicores continuam a gritar sobrepondo-se entre sons silenciando-se ao som dos arpejos ao encontro das caudas de cometas criando um novo vazio sonoro que aos poucos é quebrado ao tilintar das estrelas a desespedaçarem-se em chuva radiante relaxando o som onde fluem os raios solares a derreterem-se até o sumiço de suas matérias trazendo o silêncio novamente. Logo a nova explosão de estrela com seu ruído prolongado da vida as linhas agora em picos estridentes. No brilho do Luar acentuado pelo Sol e sua rotação diferencia-se as cores de cada planeta alterando as cores do espaço ao retumbar ensurdecedor do impacto de asteróides. A nova explosão de estrelas ameniza o espaço com o tilintar de sua chuva onde apenas o som da poeira lunar sendo soprada faz o silêncio voltar aos poucos trazendo o negrume universal de volta.

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Sentidos Apurados.

...após o ritual sentamo-nos para as conversas descontraídas ao ressoar dos sons, o ambiente havia iluminado-se de um modo ao estado de espírito, as luzes brilhavam com uma beleza incessante onde o ar era de alegria e descontração em meio as gargalhadas nem um pouco envergonhadas que fluíam de instantes em instantes. A música era interminável quando lembrada no ambiente, pois muita vezes perdia-se no tempo e meio a outras distrações acirradas onde o tempo fluía de modo estranho, como se houvesse intervalos e volta-se ao normal continuas vezes fazendo com que a noção fosse perdida totalmente iludindo os reflexos. Soava continua como uma ópera repetitiva agrádavel e admirável quando continhas treixos repetitivos. A perca do reflexo normal libertava a percepção agudamente desinibida e a alegria. Após tempos de conversas seguimos, apenas dois, para a rua e nos sentamos no local de costume onde havia o terreno que nesta época ainda jorrava o verde capim com seu aroma de sereno. As luzes dos postes incandescentes obtinham uma beleza fascinante que irradiava a sua volta onde nosso olhar fitava brilhante como os olhos de um apaixonado e com seu tom embaçado. A conversar e sorrir perdiamo-nos na orquestra de cigarras e grilos que paralisou o instante pela audição mais perceptiva, era mágico e diferente aquele momento normal aos nossos sentidos no momento. A impressão de tempo interrompido era a essência além da calma leveza corporal. Destas sensações podia-se imaginar como seriam algumas outras como o prazer que já se tratava de uma forte e intensa sensação normalmente deixando o gosto pelo novo sabor do mesmo sentimento mas intensificado. Em um simples movimento brusco o ciclo voltou ao normal assim como o tempo e la estávamos nós novamente na linha tênue e continua da vida...

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Outra Visão.

...acompanhado da progenitora sentamo-nos a aguardar, cadeiras enfileiradas e a multidão de pessoas na mesma situação. Os guichês trabalhavam lentamente assim como o monitor de senhas com pontos acumulados bem próximo com seu zunido que atraia as pessoas e seus acompanhantes de caracteristicas especiais. Não houve como não nota-la, cabelos curtos ao queixo delineando a beleza de seu lindo rosto, logo notei seu olhar distante, em outra atmosfera muito mais socialvel onde não existia o mal. Fiquei fascinado pela beleza e seu olhar do mundo embora não o conhece-se certamente pois somente suas órbitas poderiam ver o mundo a seus olhos. Era especial, bonita e provavelmente nunca conheceria a selvageria do mundo onde vivemos. Encontrei-me pensando em toda aquela beleza infantil num corpo já formado com aproximadamente 18 anos. Apesar de linda atraia-me mas não somente em desejos e sim em seu modo de olhar pois pela calma exuberante em sua face. Tentei imaginar como via as pessoas e o mundo. Acreditava que seu mundo seria limitado pela auto-proteção mas fascinava-me a observar. O zunido atrai-as como o canto de uma sereia que hipnotiza aos homens onde sua mãe segurou sua mão e dirigiran-se ao guichê, sentaran-se e fizeram o que tanto esperavam. Não consegui parar de fita-la até o momento que levantaram-se e partiram. Senti o vazio daquela beleza pura pôs agora o ambiente era o mesmo com pessoas distintamente iguais no seu ponto de vista mundano.

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Póstuma Paz.

...eram três, como gatos vagarosamente sorrateiros percorrendo as trilhas do labirinto de santuários. O silêncio tinha um ar pacifico em sua escuridão onde as estátuas descansavam sempre imóveis em posições a observar apenas com órbitas inertes. Caminhava-mos e desfrutávamos do silêncio soturno mas não ameaçador, os únicos que poderiam ameaçar esta paz não notaram nossa presença silenciosa. Entre simplicidade e beleza mausoleis onde habitavam anjos, santos e um sábio homem de filosofias imortais que destacava-se por sua quantidade por todos os lados. Retratos amarelados e datas a muito esquecidas, épocas de um antigo mundo, um outro mundo por nós nem ao menos conhecido. Pais, filhos e avôs de gerações instintas mas ainda visitados. Flores embelezavam o ambiente mesmo com toda a escuridão e suas vidas também temporárias. Todos os tipos, cores e aromas que esvaian-se com o tempo por não jazerem em suas origens. As cruzes também tinham sentido no ambiente em formas diferenciadas de vários tipos de artes já esquecidas ou algumas ainda contemporâneas. De lembrança os Crisântemos que florescem em terras nossas a pouco revelados onde encontrados. Do silêncio, uma paz póstuma inigualável...

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Pacto.

...lá estava ele em meio ao deserto na imensidão da noite negra onde a Lua Cheia era o farol e o vento criava seus desenhos na areia em formas sinuosas como serpentes a rastejar pela vastidão do deserto. Sentado ao meio do nada com suas vestes simples como um pequeno Buda de pernas cruzadas e as mãos em união. O vento que carregava a areia não ofuscava seus olhos que continuaram a fitar toda a imensidão do nada a sua volta. As areias deslizavam cada vez mais e o efeito era totalmente ilusório a suas óticas mas agradáveis de se observar. Após muito tempo via grãos de areia vermelhos, brancos e pretos que uniam-se aos poucos e transfomavan-se em uma enorme cobra coral que dirigia-se a sua direção. Bem próxima a sua face as areias tornaram-se um pequeno tornado formando a cabeça da cobra com suas cores simbolisticamente maléficas. Imóvel as falas da serpente invadiram sua mente oferecendo-lhe o mundo inteiro a seus pés e riquezas inimagináveis em troca de toda sua inocência. A voz era fina e o garoto sentia o farfalhar dos grãos de areia em sua face pelo movimento da língua. Olhou para o céu e ao observar a Lua unica mas ainda assim brilhando resplendorosa respondeu com os mesmos sentidos mentais que mesma a solitária Lua ainda agradava a tudo e todos com seu brilho e o pacto seria irrelevante onde no mesmo momento como resposta a cabeça explodiu em areia voando sobre seu rosto onde o garoto acordou no monastério já com suas frutas postas para seu dejejum...

Baseado no "Arcaico Manual do Sistema".

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.assevA aidégarT

.morreu e as órbitas se fecharam com o coração inerte no mesmo momento que caiu embaçando suas vistas a sentir o ardor de olhar para seu sangue onde a bala havia perfurado seu peito com velocidade num tiro certeirO. não desencorajado a recuperar seu bem por um empurrão ruindoso onde o garoto sacou sua arma ao ser segurado pela camisa e devido seu físico bem dispostO. correu atraz do garoto após descer de seu carro que ficou sob a calçada do parque, a pulseira quebrada devido a tentativa de arrancar o relógio do pulso sorrateiramentE. um percurso que mudou o rumo de sua vida totalmente devido ao problema de saúde de seu motorista e ao parar no semáforo rumo a sua grande corporaçãO. dirigia-se a seu caminho corriqueiro já no carrO. com as chaves na mão ajeitou sua gravata no espelho que forrava a parede de sua casa antes de olhar para a porta de sua linda mansão após pegar todos seus "apetrechos necessárioS". nos gestos condicionados de lustrar uma bela maçã pegou o relógio banhado a ouro que reluzia, vestiu seu terno de valor "inestimável" logo após o banhO. com seu cargo de classe social elevado fez sua barba que não era um padrão muito bem aceito após levantar-se e abrir os olhos numa bela manhã...

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A Admirável Junção.

...estrelas bailavam e piscavam com a melodia do vento que percorria todo o universo onde planetas distraian-se em volta do Sol que observa-va sua linda pretendente Lua radiante a brilhar no palco negro do espaço. Cometas esvoaçavam suas caudas criando um belo efeito devido o rastro que apagava-se lentamente sobre o negrume. Era aguardado o encontro entre o casal onde a união era o espetáculo primordial, unificavam-se pouco pouco ela sempre a frente escondendo-o com sua beleza aos poucos onde restaria somente o anél da união reluzente a presentear todos os presentes. O ritual que duraria poucos instantes mas satisfazia-os sempre que ocorrido. O nascimento de um novo ciclo iniciava-se em meio a poeira cósmica...

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Águas Perdidas Do Tempo.

...água morna de um corpo já acostumado com a temperatura assim como um centauro com suas duas partes a outra arrepiava-se na superfície. Tempo nublado não muito apreciado pela maioria. Mergulhava e afundava algumas vezes igualando a temperatura e brincava com as ondas que vinham devorar-lhe altas e fortes mas não o suficiente para cansa-lo. Muitas das vezes aspirava água pelas narinas para sentir o prazer ansiado por alguns das águas invadindo seu espaço até que levantou-se e o momento a tanto já esperado iniciou-se, o sopro do vento aumentara e do céu as lágrimas escorriam fortes e continuas. A sensação das gotículas tocando sua face e seu corpo eram o prazer. Agora concentravam-se três temperaturas num único corpo. O mar alegrava-se com os milhares de impactos gotejantes por toda sua vastitude. Abaixo, a temperatura era agradável devido a adaptação, já acima o vento que sopravaarrepiava-se na superfície. Tempo nublado não muito apreciado pela maioria. Mergulhava e afundava algumas vezes igualando a temperatura e brincava com as ondas que vinham devorar-lhe altas e fortes mas não o suficiente para cansa-lo. Muitas das vezes aspirava água pelas narinas para sentir o prazer ansiado por alguns das águas invadindo seu espaço até que levantou-se e o momento a tanto já esperado iniciou-se, o sopro do vento aumentara e do céu as lágrimas escorriam fortes e continuas. A sensação das gotículas tocando sua face e seu corpo eram o prazer. Agora concentravam-se três temperaturas num único corpo. O mar alegrava-se com os milhares de impactos gotejantes por toda sua vastitude. Abaixo, a temperatura era agradável devido a adaptação, já acima o vento que soprava esfriava sua alma e o gotejar era ainda mais frio tocando velozmente sua pele sem definição de ponto exato. Adorava o momento que unia os elementos da natureza, a Água invadindo-o, a Terra a seus pés e o Ar a soprar sua pele. Talvez existi-se Fogo dentro de sí intacto mas ocultando-se para produzir suas sensações. O dia completara-se mais uma vez sem a noção de tempo que era uma arma envelhecedora que havia sido transformada em ganância pelos homens...

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Pé De Sucego.

...levantou-se bem cedo e vislumbrou da varanda a grama verde e brilhante, ao meio o Chapéu de Sol muito bem podado no seu pico para não crescer demasiadamente, o Sol ainda sorria fracamente no seu alvorecer mas era certo que brilharia intensamente como nos dias já passados. Caminhou até a árvore que sempre foi um canto de sucego e até de conversas com amigos e familiares. Descalço, sem camisa provido apenas de sua leve bermuda tocou a grama verde com a sola dos pés onde o orvalho tirava seu cochilo e logo observou os pardais que sempre uniam força naquele horário matutino, todos enfileirados na soleira do prédio próximo a cantarem para sí ou para outros, não era possível definir mas sempre cantavam e faziam sua festa. Caminhou mas um pouco e próximo a árvore deitou-se com sua cabeça rente ao tronco posicionado em direção ao enorme olhar do Sol a fitar-lhe, utilizou o presente que o Chapéu de Sol sempre lhe oferecia nas horas de calmaria, sua sombra. Fechou seu olhos mas neste horário não poderia ouvir a cantiga do mar, acreditava que vaga-se por outras regiões durante o dia enquanto ja a noite cantava forte não importando a distância. Deitado esqueceu-se do mundo pois a sensação era sempre prazerosa onde o orvalho da grama unia-se a seu corpo pelo elemento água, abriu os olhos lentamente e lá estavam as enormes folhas que moviam-se quase inertes e silenciosas e notou os feixes de luz que já ultrapassavam pelas frestas aquecendo tudo ao redor pela força do Sol. O tempo perdia-se passando rapidamente enquanto o Sol passeava trazendo sua alegria calorosa até que os ruídos do mundo se espalhasse por todos os cantos anunciando que o mundo havia acordado...

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Silenciosamente CaPaz.

...um suspiro. Vislumbra o lindo oceano se aprontando ao pegar suas nadadeiras e óculos de mergulho. Segue rumo a límpida água cristalina e encantadora de homens como se uma fonte da juventude. Calça as nadadeiras lentamente sentindo o peso agora em seus pés como se os mesmos carregassem o ar para passear, óculos unem-se a sua fronte e sucção é o sinal de uma nova visão, um novo mundo a ser observado. Nada lentamente e no ponto escolhido mergulha de pé, o corpo que era quente perde sua temperatura mas acostuma-se rapidamente e lá está ele pesado e ao mesmo tempo leve, isto só depende de seus movimentos. Segue com movimentos sempre vagarosos pois suas nadadeiras o impulsionam rapidamente sem a necessidade da força e cambalhotando direciona-se para baixo já com seu peito cheio de ar. Ambiente multicolorido entre peixes, algas e corais onde os peixes inquietos sempre despertam mais a atenção por suas cores e movimentos, toca-los é raro mas sempre é um propósito por sua beleza. Aos poucos o ar esvai-se pela narina, volta a superfície lentamente medindo o tempo necessário para repor o ar. O encontro com a superfície é quase um pleno gozo inexplicável pois se percebe a necessidade e o valor que o ar tem para nosso corpo e nossa vida. Deita-se de costas boiando com os olhos fixos no céu e é carregado como uma pequena jangada extremamente leve ultilizando poucas vezes suas nadadeiras, petrifica-se e é o inicio de um ritual onde somente a paz reina. O céu é visualizado silenciosamente, um mundo mudo e calmo ou talvez um novo mundo no mesmo onde somente a paz reina...

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Andorinhas Dançarinas.

...estava ele sentando num rochedo uniforme de coloração quase chumbo mas com suas variações de cores devido a natureza de seu tempo.
Observava o enorme horizonte sem fim azulado com suas nuvens suspensas pelo vento que esbraquiçava-se cada vez mais a se aproximar de um solo infinitamente invisível tocando com isto supostamente o mar verde camuflado de azul pelo céu, areia fina e fofa brilhava com os raios do astro Rei mas não tão bela como as enguias distorcidas que refletiam na água de um mar calmo.
Era possível capturar apenas alguns pontos reluzentes que os raios faziam ao entrar em comunhão com a água.
O Sol movia-se tão lentamente que era impossível saber o tempo que durava sua caminhada mas ele tinha um relógio sempre preciso, isto quando não tirava suas folgas. Seguia ao seu lugar de "descanso" para que sua noiva fizesse sua ronda no mesmo compasso. Seu caminho sempre era o mesmo e com sua paisagem rosada como aquarelas para que seu dia terminasse primordialmente.
Era durante o momento da aquarela que as andorinhas vinham salvar o inicio de um novo ciclo diário dançando e brincando de "pega-pega".
O observador já havia notado o ritual a muito tempo, eram de uma leveza surpreendente pairando sobre a brisa, rasantes e astutas evitavam colisões até seguirem novamente seu rumo despedindo-se.
Satisfeito o observador aguardou mais algum tempo até a tonalidade azulada do céu ser coberta por outro azul muito mais escuro, foi o momento da brisa se aproximar trazendo o canto das ondas do oceano...


JJr.

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